Escritas do fundo do mar

03
Nov 08
Domingo de teatro, que gosto muito e devia ir mais vezes. A proximidade com o suor da representação, torna a viva a história que ouvimos e transmite o cheiro da realidade que ali se ficciona. Às vezes até os latidos são reais (como neste caso). Gostei dos actores, parabéns ao Bando. No entanto…



Confesso que ainda não li o Jerusalém do Gonçalo M. Tavares, embora esteja na pilha de desbaste que mora na minha mesa-de-cabeceira, mas chego lá para a semana. Apesar disso, e como bom português deixei para o último dia em que estava em cena, e fui para ver como era. E como foi?! Ganda cena!

Não sei… não percebi! Entendi a espaços a história, mesmo quem leu o livro não percebeu muito mais do que eu, não percebi o cenário (embora se confundisse palco e plateia de uma forma original), nem o cão (que me parecia de quando em vez aflito, o que me deixava ligeiramente incomodado), nem a iluminação (que entrava pela mesma porta que nós), nem a velhota (que saiu a meio e que só percebi não fazer parte do espectáculo quando vi uma funcionária atrapalhada atrás dela). Fico frustrado quando a cultura me é inatingível e quando me sinto burro na compreensão do que vejo (ainda por cima aquilo nem era palha era engaço!).

Felizmente, existem recursos à nossa disposição e algo mudou no meu entendimento depois desta crónica. Assim, sim! Já percebo mais qualquer coisinha… pelo menos teve o condão de aguçar o meu apetite pelo livro. Só por isso, nem tudo foi perdido e ganhei uma leitura mais atenta!
Bilhetado por Brunorix às 13:30

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