Escritas do fundo do mar

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Dez 08
O tempo não pára nem espera por mim, mas eu esqueço-me dele. Quando me lembro, muitas coisas já passaram e eu fico atónito quando me apercebo que os gestos estão diferentes, os rostos também, que o peso dos anos se nota a toda a volta.

Tinha tudo embrulhado da mesma maneira já há vários anos, há vários natais, há várias reuniões de família. Este ano, no entanto, dei por mim a desembrulhar acontecimentos e momentos, imagens e mais paragens, convicções e outras ilusões.




Para minha surpresa, os interiores estão muito diferentes. Nem melhores, nem piores, apenas diferentes. Outras coisas nunca mudam e isso também é bom para voltarmos à casa da certeza com a segurança do conforto e o descanso de saber com o que podemos contar, ou não.

Mas a verdade, é que me deixei surpreender pelas mudanças. Acho que não estava preparado para olhar de outros ângulos, para sentir as diferenças com a naturalidade do caminhar no tempo e, sobretudo, para perceber que o meu interior igual não está preparado para as mudanças exteriores diferentes.

Foi um ano de desembrulhos surpreendentes.
Bilhetado por Brunorix às 16:23

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