Escritas do fundo do mar

15
Mai 08


No País das Maravilhas

Temos tanto para oferecer
Que difícil é saber escolher
Mas fiz da escolha decisão
Porque representa bem a nação
E é bem Tuga, por assim dizer!



No País das Maravilhas


Elas são tantas e tão belas
Que rimam do alto das velas
E ficam no som da mente
Para que afinal tudo se apresente
Como cultura musical premente




Bilhetado por Brunorix às 13:04

14
Mai 08

No País da Maravilhas

Fuma, no ar, a pandilha
Sobe gasolina todo o dia
Reinam totós na Madeira
Levam tudo na brincadeira
Este será bigorrilha!
Dizem os jornais: já sabia?


No País das Maravilhas

Há apitos dourados e doutras cores
Puxa-se de um lado e tapa-se do outro
Que para males, há remédios piores
E este nem caiu no goto
Embora se faça fumaça
Da polémica, o assunto não passa


No País das Maravilhas

Desaparecem crianças do mapa
E quem sabe sempre escapa
Que no sul o sol ofusca
E se a PJ se torna lapa
Manda-se já parar a busca!


No País das Maravilhas

Escolhem-se 23 lutadores
Que da bola são doutores
E fazem esquecer a maleita
Que por terra a todos nos deita
E da criança a bola feita?!



Bilhetado por Brunorix às 20:34

Começou a loucura da cultura corporal. Abriu a caça à caloria maldita, que nos persegue a barriga aflita e nos desespera o bronze ideal. O calor a aparecer, a roupa a desaparecer e as preocupações a aumentar! Despidos os agasalhos tão protectores do que está a mais, começa a agradável frescura de usar pouca roupa e a desagradável amostragem das proeminências calóricas.

Safam-se os gordos e os anafados, que não têm que a exercícios dados, perseguir a milagrosa suadeira. Sabe-se que da vida a razão ensina, que não é por pagar propina, que se desfaz todo um ano de comideira. Persegue-se o quilinho a abater, porque no Verão é para tudo ver e queremos um corpinho à maneira!

Ele é BodyPump e RPM, Step ou apenas uma passadeira. O que interessa é suar muito e queimar a desgraceira. Agora é só saladas, umas frutinhas e uns legumes, que isto das barrigas pesadas era antes e agora mudam-se os costumes. Eu prefiro as pedaladas, mas também dou por mim, a usar Jabs, Hooks e muitos Kicks para ver se dou umas pazadas, nestas calorias desgraçadas e até parece que posso ficar assim…




Tirando a peitaça saliente, que se calhar me fica mal, viva a secura patente, numa barriga tipo tábua, que isto de suar ferozmente é um sofrimento que nunca mais acábua!

Bilhetado por Brunorix às 10:08
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11
Mai 08



Sacos, sapatos, bolas e contratos. T-shirts e velharias, calças, guardanapos, ferros e outros trapos, memórias e o que já não querias. Emoções, confusões, camisolas e calções, euros e trocos dados, vazios e aglomerados, pasmaceira e medalhões! Novidades e saudades, cuecas e meias para todas as idades, bugigangas e flanelas, cotelês e gangas, e tudo o mais que já sabes!

Caídos os pudores da socialite vigente, de tudo senti um pouco e da experiência muita, muita vi gente: foram betos e doutores, aleijados e safados, nacionais e estrangeirados, sacanas e drogados, condecorados ou sem louvores, curiosos e experimentados, pobres e abastados, de passagem ou ali plantados, malfadados e outros estupores! A todos vendi, a todos senti, a todos conheci e falei. Não sei de onde vim, mas sei que cresci assim, na experiência do que ali fiquei.

Fiz do cedo a necessidade da partida e ainda a noite era, quando da cama descolei. Passei do frio ao que depois se viu e chuvi da experiência, a veterania da amizade. Cruzei a fronteira da necessidade e passei para lado da vontade, a efectividade do teste que vi e senti. Troquei capas de ajuda por toldos de tradução, vendi esquecimentos de dor aguda e a nenhuma oferta disse que não. Vendi o passado para ajudar o presente e senti no acto dado, a marca do que já foi e agora não se sente.

Senti na chuva o frio do sol e aqueci na neblina da esperança a secura da mercadoria. Ajudei pró lado, vendi prá frente, fiz do molhado o valor do corpo quente. Sei que quase dei, mas senti que aproveitei nas 12 horas que ali passei, o reconhecimento das realidades que outrora ouvi e que agora já sei!

Dei mais um passo, na direcção do que é preciso. Para sentir que tudo faço, quando da vida não sinto cansaço e quando do que sei, faço sorriso! Foi assim que vendi e olhei, o cheiro da inclinação de uma cidade, que do meu berço fez a idade e da minha vitória o testemunho que dei.


- Tens calças, mano?
- Tenho de tudo, bacano!

- É só para trabalhar.
- É escolher e levar!

- Voltas cá prá semana?
- Se a vontade não me engana!

- Esse padrão já não veste.
- É do tempo, tá agreste!

- Este se calhar aperta.
- Fica a 5, é a nota certa!

- Lá em cima táva mais barato!
- Já viu bem a qualidade do sapato?!



P.S. – Se da vontade minha eu fosse, fazia da música 8 ali do lado, este meu fado, para criar o ambiente que a música nos trouxe.


Bilhetado por Brunorix às 17:33

09
Mai 08
Batida interior, descontracção concentrada e ritmo latente fazem parte, agora, da nossa volta semanal. Animamos stress e desfraldamos bandeiras de tensão, acumuladas pela rotina não dançada do dia-a-dia.

Pisámos treçolhos e experimentámos trambolhos, pois pés de dança nem a todos alcança. No entanto, satisfizemos vontade sentida e ânimo pensado. Aprazeríamos movimento sem tentação ritmada? Danço que não!

Estamos de volta!




Bilhetado por Brunorix às 18:35

07
Mai 08
Não fala, não respira, não pensa... mas sente! E durante 6 anos e 3 meses foi meu companheiro e andou comigo para todo o lado. Foi sempre fiel e respondeu sempre às solicitações que fui fazendo, adoeceu uma vez ou outra, mas sempre esteve lá. Não tivemos uma relação muito equilibrada porque ele me deu sempre mais do que eu a ele.

Foi o primeiro que fui buscar à maternidade e que cresceu comigo. 155.580 Km depois, ficou numa fila de outros que tais, com um ar triste e abandonado. Espero que cuidem bem dele a seguir e que o gostem como eu gostei e continuarei a gostar na memória!




Mais uma vez, como em tantas outras, não teria sido possível este nascimento sem o Rei Leão. Ainda me lembro do dia em que juntos o fomos buscar. Coração aos saltos, expectativa nos píncaros. O brilho e o cheiro inconfundível de um recém-nascido não se esquece, foi um dia memorável de partilha compartilhada. Obrigado!

Viro costas ao inevitável e caminho na direcção da continuação sem este companheiro. Guardarei para sempre um sorriso, nas estradas que percorrer, lembrando-me que sempre me levaste aonde quis ir! Continuação de uma boa viagem, amigo!



P.S. - Era capaz de jurar que quando me vim embora, ouvi um ligeiro choro disfarçado.

Bilhetado por Brunorix às 18:51

06
Mai 08
A páginas tantas e a posts tantos, sou alcunhado (acho que é uma espécie de cunhado Árabe) por ter a característica do ser blogódependente que alivia do pensamento à escrita em menos de um click! Obrigado , pela nomenclatura e pelo reconhecimento de que a produção tem sido em massa.

Passam as 3 e de amanhã o trabalho não foge. Amanhã é a força da expressão que quer dizer daqui a bocado. Porque o agora é fútil e de palavras enroladas… adormeço acordado o sono que me faz conjugar a estupidez com a não horizontalidade.



A TMN também já enfiava esta placazinha na slot anal, já que não me deixa ter rede mais que 5 minutos de cada vez, mas de 15 em 15!

P.S. - É mesmo Focker...
Bilhetado por Brunorix às 03:32


Sentada na espera do molhe
Ansiavas da busca o regresso do fim
Sabias que a solidão nunca colhe
Os frutos de um mar que sabe a doce
Porque se salgado ele sempre fosse
Nunca o sabor saberia assim

Mergulhaste no frio da incerteza
Aqueceste a descida de esperança
Sorriste ao fácil da afinal leveza
Perante o descobrir da imensidão
Sentiste que a maré deu razão
Que acordou em ti a vontade criança

Floraste a vontade enviada
Adoçaste a mensagem seguinte
Marcaste posição avançada
Entraste em casa roubada
Agarraste um coração pedinte
Fizeste de mim teu ouvinte

Da magia fizeste teu toque
Da classe fizeste o teu cheiro
No pudor deste o teu coque
Que fez do assertivo negação
Que mudou da pedra o coração
Que fez do último amor o primeiro

E para que fique no eterno escritura
Lavro do sentir o alinhamento
Para que se encerre uma página dura
Aumentando capítulos de envergadura
E se faça a leitura mais madura
Do livro de um todo, sentimento



Bilhetado por Brunorix às 00:59

05
Mai 08
Do sonho fiz pensamento, do pensamento fiz escrita, da escrita fiz contentamento, do contentamento fiz intenção, da intenção passo para a acção! Já se pode ouvir o programa de rádio que este blog deu...




Para ouvir e nunca esquecer que o que se escreve também se ouve! Vai ficar para sempre um link ali do lado direito para se usar e abusar!

Bilhetado por Brunorix às 18:54
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Entro na velocidade dos astros e procuro alucinar a razão de viver. Imagino da imagem, a sensação de levitação sem pensamento e procuro das obrigações as vontades. Procuro no âmago da verdade, a profundidade do entendimento desentendido e a diferença que da indiferença faz questão.

Sinto que ao alcance da mão, fica a divisão de um átomo partilhado e a procura de uma vontade sentida. Estico, estico, estico mas não chego da vontade o comprimento do alcance. Olho de novo a imagem e viajo nas palavras do sonho e nas memórias faladas.

Depreendo do movimento, o reflexo do impulso de resposta. Aquiesço no pensamento o reconhecimento de que a palavra falada nem sempre corresponde à pensada e muito menos à sentida.

Procuro na escuridão da dúvida, a orientação do caminho desorientado e a saída para a resposta que não encontro. Seria possível acender a luz, se faz favor?
Bilhetado por Brunorix às 18:12

04
Mai 08

Desculpem-me do tempo, a divisão que não consigo.
Desculpem-me do entendimento, a razão que ainda não percebo.
Desculpem-me da vontade, a ignorância que trago comigo.
Desculpem-me da solidão, a arrogância da partilha sem abrigo.
Desculpem-me da luz, a escuridão em que sou gebo.

Diz: culpem-me. Culpem-me!

Culpem-me da saudade, a vontade de estar longe.
Culpem-me da vida, o sentimento da esperança.
Culpem-me da derrota, a clausura de monge.
Culpem-me da ferida, o sarar da bonança.
Culpem-me da morte, por ser o que nunca dança.

E o pior… é que ainda não percebo!



Bilhetado por Brunorix às 00:25

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