Escritas do fundo do mar

29
Dez 08
Rasguei as páginas do caderno uma a uma, amarfanhei-as na mão e atirei-as para um recipiente de lixo na plataforma. Cheguei à última página no momento em que o comboio saía.



Assim deixamos a última estação desta Trilogia, num conto misterioso, escrito na primeira pessoa, que narra uma viagem rumo ao desconhecido na tentativa de reconstruir o passado. O tema da identidade permanece quando um escritor desaparece e deixa a sua obra para o amigo publicar (o narrador), criando uma teia entre as duas vidas e as dúvidas do narrador em assumir, ou não, a entidade do autor. “Parece-me agora que Fanshawe esteve sempre lá.”

A mão que nos conduz nesta linha de intriga, grita de mistério aos ouvidos do nosso entendimento. Fechamos, assim, a porta deste Quarto que foi terceiro no seu todo. Opiniões precisam-se… urgente!





22
Dez 08
Segundo andar deste edifício Austeriano. “Um livro nascido de livros, é um poema em forma de narrativa sobre a escrita e os escritores, porque, diz-se, os escritores não têm vida própria - mesmo quando existem, não existem realmente - são fantasmas”.

Esta é a história de Blue, um detective privado encarregado de vigiar um homem chamado Black, num jogo claustrofóbico que o faz cair na armadilha que ele mesmo tinha criado. As personagens que, aqui, aparecem escondidas sob o nome de cores: Blue, Brown, Black, White, Green, Grey recontam, sob alegoria vários temas.




Estaremos perante uma história isolada na Trilogia? Uma continuação? Um complemento? Agucem os vossos sentimentos trilológicos e manifestem opiniões!

Entretanto, começa hoje a votação para a próxima escolha. Boas leituras e um natal cheio de livros!


15
Dez 08
“Que acontecerá quando já não houver mais folhas no caderno vermelho?”. Estas foram as últimas palavras escritas de Daniel Quinn (que podia ser Dom Quixote, por iniciais), antes de desaparecer.

Esta primeira história da Trilogia, que também pode ser lida em formato BD, mistura real-ficção com mistério-fantástico. A brilhante tríade narrador-autor-personagem, baralha-nos da confusão o prazer da leitura. Paul Auster entra e sai do enredo como espectador participante. Uma originalidade ímpar na escrita misteriosa, deixa-nos sem perceber bem a fronteira do concreto e o horizonte da fantasia. Que pensar de tudo isto?! Quantos narradores existem?




A amálgama de certezas incertas, dão mote a uma constante dúvida no dado adquirido... ou não! Uma história sobre histórias, que cruza o que pensamos saber com o que podemos ficar a pensar.

Interpretações muitas, poderão sair da leitura de cada um: o escritor que se refugia no pseudónimo, a tragédia não sabida sobre a sua família, a misteriosa verdade dos Stillman, o autor como participante, o desaparecimento de Quinn...

Neste segundo livro do Clube, façam da opinião a partilha do entendimento. Perguntem, respondam, comentem, alvitrem... participem!



P.S. - Próxima 2ª feira (22/Dez), falaremos da segunda história: Fantasmas.


08
Dez 08
Neste Clube de leitura, democrática, a vontade dos leitores é soberana. Embora muito renhida, a votação ditou que a próxima leitura será A Trilogia de Nova Iorque de Paul Auster.




Este livro, tão a jeito dividido em três, ou não fosse uma trilogia, permite que a discussão semanal se foque numa história de cada vez. Posto isto, vamos ler até à próxima segunda-feira (15/Dez) a primeira das três logias: Cidade de Vidro.

Nesse dia será lançado o convite à discussão. No entanto, e até lá, sintam-se livres de alvitrar ideias.

Bem-vindos ao mundo Austeriano. Boa leitura!

Bilhetado por Brunorix às 21:02

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