Escritas do fundo do mar

16
Mar 09

Eu, a admirar um prato de Vogelnestje Met Spinaziepuree En Mosterdsauje: Bem, pelo menos já posso dizer que provei comida típica.

Ex - superior hierárquico sentado à minha frente versado nas artes de engenharia: Típico não, isso é tipiquíssimo!



P.S. – Para além de típico, era muito bom. Depois junto foto.

P.S.2 - Aqui vai ela...


09
Mar 09
- Jogo dificilissimo!

Rui Costa
(director desportivo slb)




08
Fev 09
- Queria uma factura, por favor.
- Concerteza. Em que nome fica?
- É em nome da empresa. São só siglas: A... N... C...
- C de sapato?
- ...


Ainda pensei responder que não, que era com S de caixa, mas engasguei-me no riso contido e não consegui.

Funcionária Anónima
(Bilheteira da CP em Aveiro)

05
Fev 09
Um com características completamente diferentes um do outro, e por isso jogam bem um com o outro.

Jorge Baptista
(Comentador SIC)


15
Jan 09
No distrito de Bragança os miúdos andam todos à porrading. Não é novidade nas escolas, a diferença é que o chapading e o insulting agora são coisa de estrangeirismo. Já não se arrancam olhos, já não se chamam nomes, já não se cospe uns nos outros, já não se intimidam os mais fracos, já não se deixa ninguém de lado, já não se goza com esta ou aquela característica, agora… pratica-se o bullying!

O conceito define "comportamentos de natureza agressiva, entre pares, com a intenção de provocar dano", coisa que sempre houve em todas as escolas do país. A questão é que agora tivemos mais um atropeling na nossa língua e por isso o bullying veio para ficar. Não o conceiting, mas a palavring!

Não posso deixar de concordar com esta sátiring





P.S. – Não retira valor nenhum ao estudo, nem ao facto de os miúdos andarem cada vez mais violentos. Efeitos do Playstationing, do interneting, dos filmings, etcing??


29
Out 08
Para que póssamos perceber a mensagem
Temos que nos imbuir do espírito do coiso e tal
Se para uns é derivado ao facto da imagem
Para outros é resposta a verdade e agem
Como se tênhamos de grunhir e falar mal

Dão-se pontapés em bolas e gramática
Apagam-se fogos e acentos do bardo
A Autoridade nisso também tem prática
Em prevaricar uma língua apátrida
Em nome do que deve de ser falado

E se tanto erro até me arrepia
Que dizer de um qualquer percebestes
Pois aquele que aldraba não cria
Diz palavrão que ninguém entendia
Fala desviado em erros como estes

Maldita língua mal dita e falada
Que de escrita também sofre tanto
Mal sabida e manteram mal dada
Porque não é por todos amada
Mas é por ela este meu pranto






27
Jun 08
Devia de fazer confusão a todos
A gritante e chocante linguagem
Que de qualquer nobre faz pajem
Que enfia des a toda a hora
Como deve de ser, já agora
E arrepia o melhor da imagem

Li de uma jornalista e pasmei
Um deve de ser escarrapachado
Ouvi de um doutorado e pensei
Devia de fazer um apanhado?
Assim fiz da irritante razão
A luta de uma simples questão

Se de alguns se percebe motivo
De outros se choca o porquê
Da preposição que não se lê
Que de nada deve ao dever
Mas que insistem em escrever
Seja do morto, seja do vivo

Larguem os des meus senhores
Porque não há relação entre as partes
Deixem o dever sem de nas artes
Não inventem da língua horrores
Nem façam da escrita mutilada
A vergonha da fala arrasada!





15
Jun 08
E, afinal de contas, uma pessoa escreve para se divertir, para viver mais, para gostar de si mesma ou para que os outros gostem. *

Os afastamentos prolixos, motivados pelas férias, não permitiram a proximidade de um aparelho, com ou sem fio, que me permitisse a emissão de um Bilhete. Palpitei das veias a distância e mantive a muito custo, o pulsar fervoroso da vontade de escrita. Desperdicei muitas “inspirações” para emitir, mas guardei outras tantas que passo agora em bilhetes dados, à guisa de resumo temporal.

O Euro 2008 e a gasolina competem de mãos dadas na corpórea urde que nos faz correr ora para a bomba, ora para a televisão. Saltitamos emocionalmente de nenúfar em nenúfar, à velocidade de um golo de Ronaldo & os outros, enquanto somos carregados por trás - cartão vermelho directo! – pela Galp & as outras. Agora que até já somos campeões europeus, pelo menos da esperança, continuamos com Portugal cada vez mais no seu melhor!




Se da culpa se subentende responsabilidade, todos temos a cota parte da razão e dela mesma. No dia-a-dia do crescimento, sentimos a incompreensão da vontade e a dúvida da culpa. Mas afinal o que é isso da culpa?! Eu também não sei, na maioria dos casos, a não ser quando em determinadas situações “culpáveis” se consegue sem sombra de dúvida culpar o culpado. É que não é qualquer candidato a culpado que consegue tamanha estupidez! A não ser que o culpado seja eu…




P.S. - E Angola que fica tão longe...



* Arturo Pérez-Reverte, in O Clube Dumas


08
Abr 08
Falar português, e sobretudo escrever, não é fácil e não é decididamente para todos. Mas, com os ventos de mudança que se aproximam vai ser cada vez mais global… ou não!

O acordo ortográfico pretende alterar toda uma cultura linguística que faz parte de nós e que nos vai transformar em brasileiros. É verdade que já vivem cá tantos, que qualquer dia nem notamos a fusão. No entanto, as alterações previstas podem, segundo os linguistas, vir a alterar até a nossa pronúncia! Eu que sempre tive vontade de nomear um filho meu de Jacinto Leite Capelo Rego, tremo ao pensar em dizer isto com sotaque brasileiro.

A identidade cultural de uma nação passa pela sua língua e pela escrita da mesma. Passamos anos a tentar aprender as regras e a escrever bem, e agora temos que reaprender tudo. Provavelmente, 70% da população portuguesa não vai dar pela diferença e vai continuar a escrever e a falar como sempre o fizeram, com a diferença que a confirmar-se o acordo passam a dar menos calinadas.




Deixar um pêlo pelo chão não vai ser possível porque se deixarmos um pelo pelo chão vão pensar que foi engano e cortam um dos pelos e depois acabam por perguntar afinal o que é que foi deixado pelo chão?! Nunca mais ninguém pára para ver uma montra, porque para para dizem os gagos e assim nunca mais paramos! A juntar às Cátias Vanessas, vão começar a nascer os Fábyos, os Karlos e os Wascos. Já para não falar nos “p” e nos “c” que tanto trabalho me deram a enfiar atrás das sílabas e que agora tenho que deitar fora.

Foi para isto que o Camões perdeu um olho e nadou que se fartou só com um braço?! Se a ideia é homogeneizar a lusofonia, e as diferenças lexicais, sintácticas e morfológicas entre o português de Portugal e os outros “portugueses” são para eliminar, porque é que alteramos a língua de origem em vez de alterar todas as outras que daí vieram? Será que é por sermos mais pequenos, ou estamos a servir os interesses de alguém? Nahh… devo estar a ser mauzinho!

Até lá vamos recebendo pérolas da sintaxe portuguesa de Portugal e regozijamo-nos com entrar num restaurante e sermos amavelmente recebidos com um:

- Ainda este fim-de-semana pensei em vosco!


Bilhetado por Brunorix às 13:05

29
Mar 08
O campo dondé que nós jugamos foot-bal, foi merolharado muito em 1957. Assim, nós já póssamos particar a modalidade sem que tênhamos medo de se lisiunar num piso com buracos. Até os balniários já têm xuveiros! Obrigado direcção!




E é com esta pérola, ao estilo toponómico, que o campo do Outurela nos brinda logo à entrada, para que não nos esqueçamos da obras feitas pela direcção em 7 de Julho de 1957. Parece que o campo melhorou mesmo! Viva o futebol linguístico e as suas fintas na sintaxe! Eu por mim vou continuar a participar no torneio todas as semanas e a entrar em campo sempre a rir. Se calhar até é esse o objectivo... desporto divertido!


P.s. - Desculpem a foto, mas o meu telemóvel e os tremores que ainda tinha depois de levar mais um 6-1 na pá, não deram para mais!
Bilhetado por Brunorix às 21:12

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