Escritas do fundo do mar

31
Out 09

Romanov nasceu na Roménia e era o nono de nove irmãos, não se sabe bem de onde lhe veio o nome mas era Vampiro de formação. Vivia em Portugal há cinco anos, onde nunca exercera, e trabalhava nas obras. Sempre ganhava mais cá a ser explorado no mundo do betão armado, em parvo, que na Roménia a explorar pescoços cinzentos.

Soube por um colega trolha, também Romeno mas não Vampiro (parece que na Roménia tinha sido ministro das Obras Públicas), que ia haver o lançamento de uma colectânea de contos de Vampiros na Cantina Lx pelo entardecer da noite de quinta-feira passada. As saudades impeliram-no na direcção da curiosidade. Assim foi (e foi mesmo que eu vi-o lá).

Mal chegado, brindaram-no com uma magnífico cocktail de beterraba picante (que já não bebia desde os seus tempos de Vampiro caloiro na faculdade). Comprou logo um exemplar da colectânea que começou a devorar enquanto esperava. Começada a cerimónia, várias almas penadas se aprontaram a sentar. Uns atrás da mesa, outros à frente. Romanov depressa percebeu que os que se sentaram do lado de trás eram os autores, pálidos de tanto se terem esvaiado em sangue literário. Iniciada a contenda, o mestre de cerimónias (também branco mas por doença e que lhe fazia lembrar o seu antigo professor de Mordidelas de Escrita Sangrenta II) esgrimia apresentações e perguntas enquanto os autores se deliciavam com dentadas de argumentação em pescoços de leitores e fãs.

Quando finalmente se acendeu o final, teve ainda tempo de pedir autógrafos e trocar impressões de Vampiro experimentado. Orgulhosamente chegou à conclusão que a sua experiência vampírica e empírica, lhe davam o destaque silencioso de quem já provara verdadeiramente o sangue. No entanto, o alho da crítica literária aguçava a sua curiosidade e correu (voou?) para casa onde só parou de ler na manhã do dia seguinte, ou seja ontem.

Arrasado mas satisfeito, arrastou-se cheio de sono para o seu destino de cimento, já com um atraso de uma hora. À chegada foi brindado com um sonoro, mal cheiroso e estridente (até porque só se viam três dentes):

- Olha lá oh Romeno! Não te pago para chegares a esta hora!

Foi o último som que saiu daquela garganta. Mesmo sem licença para exercer em Portugal não resistiu à dentadinha da saudade.




P.S. – Parabéns para a Susana, que de entre todos deu a dentada mais apetecida... a de estreia!


23
Abr 09

Estou cansado da distância imposta pela circunstância. Quero ter mais tempo para eles e não consigo. Um ano passou desde o último apontamento sobre a comemoração de hoje e desse dia para cá bastantes livros foram lidos. Perdão. Bastantes não, porque nunca bastam. Muitos. Muitos também não porque me sabem sempre a pouco. Talvez alguns. Isso mesmo. Neste ano que passou li alguns livros.

Tentei também contribuir para a descida de alguns lugares nestes rankings miseráveis em que teimamos permanecer na linha da frente. O Clube de Leitura, na sua muito modesta dimensão, é um veículo de combate a estas realidades. Se a influência de ler um livro for passada a uma pessoa que seja, o resultado é sempre positivo e a vitória é um virar de página.



Mas não chega… sinto que não chega. Aconselhar, incentivar e sugerir não são garantes de mais leitura. Penso na escuridão em que vivem os que não descobrem este prazer. Na verdade, são vítimas do desconhecido e não sabem o que estão a perder simplesmente porque nunca experimentaram. E se fosse possível formar as pessoas em prazer de leitura?! Ensinar a encarar os livros como os objectos mágicos que são.

Neste dia que é deles (dos livros) e dos seus autores, penso nestas possibilidades de partilha. Haverá alguém interessado em querer aprender o prazer da leitura? O prazer (seja ele qual for) também se aprende e como tal também se ensina.

Da minha parte, ofereço-me para ajudar a ensinar. Algum voluntário se senta neste desafio?



Bilhetado por Brunorix às 18:22

10
Fev 09
Abençoados os conhecimentos deste mundo (e do outro), que nos fazem sair do caminho e nos permitem sorrir no orgulho alheio. Sonhos escritos, são realidades impressas em tardes de partilha.

Os eventos com livros, à volta dos livros e sobre livros, não param de surgir ao virar de cada página descrita (de escrita). No passado Sábado dirigi a minha expectativa de leitor na direcção da certeza escrita e entrei na sala da confirmação publicada. Desta vez, foi uma amiga (também daqui) que lançou, mais, duas preciosidades (eu agarrei uma de cada) para juntar ao espólio que a eternizará. Um livro sobre livros e um livro sobre a árvore que há em todos nós crianças. Respectivamente: Banquete de Textos e A Tia Árvore.







P.S. - Quem quiser saber mais sobre a autora e os livros e o blog e os livros e a autora, pode e deve passar pela sua (dela) casa...


Bilhetado por Brunorix às 19:16

16
Nov 08

Em Domingo de resumo, concluo que a distância da ocasião que me levou a sul, me causou desnorte pela ausência de escrita e emissão de Bilhetes. Bendita, no entanto, a ida, pela vitória na prova (a continuar assim, ou a escala muda ou rebenta!), pelo descanso numa cidade adorada e pelo privilégio de mais uma magnifica experiência literária.

Ilustres desconhecidos, escrevem a sul, editando como gente singular numa qualidade de escrita que nem consigo quantificar. A última garantia de que assim é, foi dada na noite de Sábado no Pátio de Letras, em Faro, com o lançamento do livro Histórias Para Boi Dormir de Valério Bexiga. A erudição do popular, cruzado com um nível literário ao alcance de muito poucos e flamejado por um humor mordazmente invejável, fazem desta jóia uma preciosidade que deveria constar na biblioteca de qualquer leitor valioso. Ou não fosse de brilhantismo o exemplo:

“A Rosa Tronga, (sublinhou) é uma mulher de virtude (uma santa de Altar, é o que ela é!) que, com apropriadas benzeduras e um chá de cabelos, até de pedras é capaz de fazer “barrascos”. Não tem mais voltas a dar: o compadre e a comadre Bia dão as respectivas partes baixas destapadas a benzer, bebem o chá de cabelos que a Rosa Tronga temperilha e, quando dão por vossemecês, estão enrolados um com o outro, qual de baixo, qual de cima.”




Pena que os monopólios literários, privem a custo de 60% que todos tenham a possibilidade de ler estas maravilhas. Afortunados os que do acaso, fazem sorte na oportunidade de ler e conhecer TAMANHA beleza na conjugação da nossa língua.

Trezentos quilómetros depois e 24h mais acima, novo encontro literário com um menos desconhecido, mas também ilustre Paul Auster, que depois de uma ligeira e simpática conversa, teve a paciência de assinar 6 livros de rajada perante o olhar austero (bem ao estilo austeriano) do “controlador” que ia repetindo: 2 livros por pessoa! Só 2 livros por pessoa!




Fins-de-semana de cultura pesam muito nos euros, mas acrescentam em leveza o sorriso literário das paixões perseguidas. Assim, já conhecemos pessoalmente mais caras por trás das letras, mais heróis dos nossos sonhos! E isso, não tem preço...



Bilhetado por Brunorix às 23:45

06
Nov 08

Caro amigo Zafón,

É com grande admiração que lhe escrevo estas linhas, alguns minutos depois de virar a página 568 do seu último romance “O Jogo do Anjo”. Arrepiado, ainda, da emoção mais recôndita da minha alma que me fez ler de manhã à noite (literalmente), passando pelas horas de almoço, não consigo deixar de lhe transmitir estes sentimentos.

A subtileza enraizada no cruzar de enredo com o outro, também magnífico, “A Sombra do Vento”, a pureza da imaginação comparada em cada descrição que me transportou a todos e a cada um dos locais da história, a imaginação desperta na criação das personagens, o forte sentimento que envolve cada um deles, a continuação de um livro que fala de livros e escritores e leitores, a genialidade continuada do cemitério já conhecido, e tudo o mais que me fez sentir dor na distância da leitura, perfazem deste um dos livros que almejaria um dia escrever.

Sinto no âmago da inveja, a pontinha de sorte pelo privilégio de ter lido TAMANHO romance. A minha biblioteca de experiências lidas, acabou de ganhar mais um brilhante volume que ficará na vitrina das edições especiais, aumentando esta colecção que ficará para Sempere na minha memória.

Do meu mais prosaico português vernáculo, só me resta dizer: Cum catano Carlos, ca ganda livro, pá!


Despeço-me com elevada estima, consideração e mais alguma inveja.
O seu estimado leitor,

B.






Bilhetado por Brunorix às 12:05

05
Nov 08
Estamos no acordar, ainda ressacado, do dia mais importante do ano. Um dia que se quis histórico para a humanidade em particular, para os portugueses em geral e para mim no sentido mais lato do termo lato. O dia 4 de Novembro de 2008, ficará marcado por 3 acontecimentos, a relatar por ordem de importância:

1 – Um pontapé que vale 10 milhões de euros, colocou o Sporting pela primeira vez na história mundial, nos oitavos de final da Champions League. Uma batata redondinha que fez soar um bruá de admiração, ecoou nos atónitos fans de futebol desde a Ucrânia até às Américas, passando aqui pelo local do disparo do Ninja. Olhando para o mapa mundo do acontecimento, pode compreender-se a repercussão global do efeito: gelou ainda mais o leste porque foram os abatatados (apesar de metade da equipa comer picanha e feijão preto), aqueceu os corações verdes de alguns tugas esperançados e ainda atravessou o Atlântico numa noite em que de lá se esperava com ansiedade este resultado. Consta que por aqueles lados, se desfraldaram estas mudanças, tal foi o impacto…




2 – Pela primeira vez na história da literatura portuguesa, é editada uma colectânea de contos policiais, da autoria de 9 bravos e destemidos detectives escritores. Esta forma de escrita, injustamente apelidada de parente pobre do romance, vê nascer assim ecos de esperança, numa noite que já era de impactos.

Ainda verde da euforia do ponto 1, congratulei-me pelo bom hábito português de começar tudo 45 minutos depois da hora prevista, e não perdi quase nada do lançamento. Felizmente que noves fora nada não se aplicou e dos 9 estavam 5 (os outros estavam de certeza a comemorar a vitória do Sporting), mais o coordenador da obra (Pedro Sena-Lino) e, por isso, ainda pude desfrutar dos apalavrados discursos de intenção policial do Rui Zink, da Dulce Maria Cardoso, da Mafalda Ivo Cruz, do Ricardo Miguel Gomes e do valter hugo mãe. Que bem falaram e autografaram o nosso exemplar!



3- Finalmente, e nitidamente, o acontecimento de menor impacto mundial: o Quénia proclamou o 4 de Novembro como feriado nacional. Tudo porque, o filho de um filho da terra ganhou umas eleições no país dos racistas! Segundo consta, parece que até estão a pensar mudar a residência oficial para Casa Preta! Eu não sei, mas eu cá desconfio... parece que ainda lhe dá uns toques arábicos… hum, cheira-me a tiro! Ainda vai dar mais um conto policial. A ver vamos!




03
Nov 08
Domingo de teatro, que gosto muito e devia ir mais vezes. A proximidade com o suor da representação, torna a viva a história que ouvimos e transmite o cheiro da realidade que ali se ficciona. Às vezes até os latidos são reais (como neste caso). Gostei dos actores, parabéns ao Bando. No entanto…



Confesso que ainda não li o Jerusalém do Gonçalo M. Tavares, embora esteja na pilha de desbaste que mora na minha mesa-de-cabeceira, mas chego lá para a semana. Apesar disso, e como bom português deixei para o último dia em que estava em cena, e fui para ver como era. E como foi?! Ganda cena!

Não sei… não percebi! Entendi a espaços a história, mesmo quem leu o livro não percebeu muito mais do que eu, não percebi o cenário (embora se confundisse palco e plateia de uma forma original), nem o cão (que me parecia de quando em vez aflito, o que me deixava ligeiramente incomodado), nem a iluminação (que entrava pela mesma porta que nós), nem a velhota (que saiu a meio e que só percebi não fazer parte do espectáculo quando vi uma funcionária atrapalhada atrás dela). Fico frustrado quando a cultura me é inatingível e quando me sinto burro na compreensão do que vejo (ainda por cima aquilo nem era palha era engaço!).

Felizmente, existem recursos à nossa disposição e algo mudou no meu entendimento depois desta crónica. Assim, sim! Já percebo mais qualquer coisinha… pelo menos teve o condão de aguçar o meu apetite pelo livro. Só por isso, nem tudo foi perdido e ganhei uma leitura mais atenta!
Bilhetado por Brunorix às 13:30

31
Out 08
(…) “- Não se arme em pudico, que estamos entre cavalheiros e toda a gente sabe que os homens são o elo perdido entre o pirata e o porco. Gosta dela ou não?” (…)


Carlos Ruiz Zafón, in O Jogo do Anjo



Bilhetado por Brunorix às 16:07

29
Out 08
(…) “Não sei onde foi a miúda buscar aquele temperamento. Acho que é de tanto ler. E olhe que as freiras bem nos avisaram. Já o meu pai, que Deus tenha, dizia: no dia em que for permitido às mulheres ler e escrever, o mundo será ingovernável.” (…)


Carlos Ruiz Zafón, in O Jogo do Anjo





P.S. – O livro é bom que se farta, até chateia! Emitirei bilhete mais tarde…
Bilhetado por Brunorix às 16:55

13
Out 08


Adorei! Da surpresa da descoberta, à estupefacção pela maturidade, passando pela consolidação de um prazer até à ansiedade pelo final. Uma escrita adulta, reveladora de muito que eu não sabia, mas que gostei de saber. Interessou-me, agarrou-me e deixou-me curioso pelo que está para trás...

Continuo de molho, qual bacalhau, mas pelo menos estou a combater a pilha de livros que nunca li por estar sempre a ler outros que vão aparecendo. Decidi fazer limpeza ao meu sótão literário e as centenas de páginas virgens da minha leitura serão agora fecundadas!

Já comecei e abraço com avidez todas as vidas que estão por conhecer. Sinto-me a descomprimir de um longo mergulho e penso que o meu corpo se está a ressentir deste tempo todo a que esteve sujeito à pressão da profundidade. Como tal, e porque não se pode brincar com doenças descompressivas, vou fazer todos as safety stops recomendadas. Aproveito a horizontalidade e vou lendo...
Bilhetado por Brunorix às 13:27

30
Set 08
- Olha, conheço este gajo! Falei-te nele, lembras-te? Foi meu colega de escola… é escritor… que giro! Já passaram tantos anos…

Orgulhei por contágio, aquelas páginas do Expresso do último Sábado. Afinal eu até conheço pessoas interessantes! Sorri da nostalgia dos tempos idos e do prazer pela constatação… ainda por cima escritor!

Confesso a minha ignorância literária e coloco a cabeça no cepo da cultura, com a promessa de leitura seguinte. E passo palavra. Palavra que passo! Fica aqui o último livro…



Prometo ainda opinar da sensação e exprimir conclusões espremidas em Bilhetes futuros. Começo hoje, a ler não a exprimir, e acabo depressa porque longa já vai a conversa.

Os passos do passado sempre nos visitam quando menos esperamos, para nos fazerem rir dos caminhos idos. Saudosos são os momentos de partilha e descoberta. Este até foi oferta, do acaso!

Já agora, ele também escreveu este… e este…






Fica a homenagem do "reencontro", o link aqui e ali ao lado e a certeza da partilha. O resto virá depois!


Bilhetado por Brunorix às 13:43

24
Abr 08
Na ressaca da comemoração, reflecti e confirmei a paixão pela leitura e pela magia do sonho escrito. Concluí da certeza das palavras, que a conjugação dos sentidos ganha a forma de um imaginário que de infantil se faz adulto. Percorri com risonha saudade, as etapas do meu ler crescimento e partilhei entre sabores escolhidos as experiências de leituras adquiridas.

Fiz(émos) da banalidade o fascínio do sabor lido, acrescentando à alegria da partilha a motivação da narrativa. Entre garfadas de espera, houve o tempero da memória e o riso da saudade. Bebemos da erva, o chá das palavras torradas e a composição quente da vida lida em várias páginas.

Saltámos capítulos de barreiras e imaginámos buracos no tempo, que permitissem parar para ler. Prometemos bibliotecas futuras e fascinámos ideias de clubes de leitura, partilhados pela virtualidade da distância e pela vontade do sonho.




Comecei a ler sozinho, continuo agora acompanhado…

Espero continuar a ler em toda a parte, se a tanto me ajudar o engenho e arte! Que dos livros se faça razão, que da vontade se faça caminho. Persigo das palavras a emoção, procuro nas linhas o sentido da escrita que me brota da alma. E quando da ideia não fizer sentido, espero permanecer na paz de uma leitura calma!



P.s. - Roubei a foto aqui...
Bilhetado por Brunorix às 13:23

23
Abr 08
Não é que eu não sinta todos os dias como assim sendo, mas foi a data encontrada internacionalmente e eu não posso deixar de me juntar à efeméride!

A leitura é um fenómeno tão simples, quanto ter papel e um conjunto de caracteres ordenados de uma determinada maneira. A magia está no poder que essa ordenação transmite e a capacidade que tem de nos fazer sonhar, sentir, viajar, pensar “apenas” com a força do impacto das palavras na nossa cabeça! Os livros limitam-se a abrir caminhos no nosso pensamento, a força de os sentir está em nós.

E o cheiro?! O maravilhoso cheiro que as casas livradas (cheias de livros) têm! E folhear?! O prazer indescritível de tocar as páginas de um livro na vontade de ler com os dedos. Só o facto de olhar para uma estante cheia de livros já é reconfortante.

Não há originalidade na escrita de intenções deste post, mas há o transmitir de uma paixão que se quer intensa e partilhada. Quem escreve, primeiro lê! E se escrevo o que penso é porque leio o que partilho. Não posso negar a influência que as leituras têm na escrita de cada um, mas posso pedir a todos que leiam, leiam muito! Leiam até não conseguirem ler mais. E mesmo quando isso acontecer, peçam a alguém que vos leia em voz alta!

E neste dia tão especial pela comemoração, mas que devia ser igual a todos os outros pelo hábito, não deixem de comprar um livro, de começar um e continuar outro, de oferecer e receber também. Eu, já recebi o meu!




Obrigado pela partilha da certeza, pela lembrança do gesto e pela ternura da paixão! É nosso para ter e guardar, para partilhar e desfrutar, para sentir e querer mais…


Bilhetado por Brunorix às 11:22

18
Jan 08
O sabor da expectativa em cada virar de página é como uma palete de cores à espera de um pincel de artista que nos transporte pela novidade de uma nova pintura. Cada parágrafo desfaz-se como algodão doce entre o toque suave da língua escrita e uma abóbada palatina repleta de aventuras. Mais e mais e mais! Cada linha, cada palavra, cada pontuação, cada pausa… e agora?! Agora não consigo parar, tenho que continuar!

Os livros têm a magia de nos fazer viajar sem sair do sofá. Viajar por vários países, por vários mundos, por várias personagens, por várias sensações. Fazem-nos rir e chorar ao mesmo tempo independentemente do nosso estado de espírito. Um livro é de facto um amigo com que se pode sempre contar e que tem tanto para nos dar! Podemos fechar a porta do mundo e deixar-nos levar pelo embalo de uma fantasia, de uma emoção, de um romance… de um enigma!

Como em tudo, podemos encontrar livros bons, maus, muito bons, excelentes, péssimos e os que nunca se esquecem e que de alguma forma nos marcam! Finalizar um desses livros é um misto de alegria e tristeza, de dever cumprido e de saudosismo, de prazer e de agonia, mas sobretudo de muita vontade de ler mais! Aqui fica uma dessas preciosidades, sem resumos, sem comentários, sem análises… apenas a certeza de uma sugestão!


Bilhetado por Brunorix às 12:22

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