Escritas do fundo do mar

23
Mai 10

- Então o Sr canaliza?

- Canalizo pois!

...

- Não tem prái um tampáruere ou isso para despejar a água?

- Tenho pois!

...

- Prontos! É da bomba d`água! Agora só 2ª feira...

- Pois...

 

Bilhetado por Brunorix às 15:21

29
Jan 10
É realmente um aparelho com umas linhas fenomenais. Seja qual for o ângulo de visão o iPhone é sempre bonito, funcional e apelativo. Ainda há quem hesite entre o BlackBerry e o iPhone?!






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Bilhetado por Brunorix às 19:04
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26
Nov 09
Peidos de chefia, são funções que eu não queria.
Sugestões de obrigação, deito fora com uma mão.
Peito de rola que manda, não incha na minha banda.
Posições de cagança, não alvitram a minha esperança.
Braços de força latente, fazem-me comichão na mente.

Peidos de chefia, são vozes que eu já sabia.
Sugestões de obrigação, empobrecem-me a razão.
Peito de rola que manda, corre muito mas não anda.
Posições de cagança, irritam-me a confiança.
Braços de força latente, seguram um trono aparente.

Peidos de chefia, ainda cheiram ao que se via.
Sugestões de obrigação, brilham a ouro mas são de latão.
Peito de rola que manda, é um opróbrio de cheiro a lavanda
Posições de cagança, são trespasses de fraca lança.
Braços de força latente, dissolvem idiotas em água mais quente.



Soltos os gases da revolta, sobram as pérolas do grito surdo. A ignomínia das mentes convulsas, liberta cheiros de abjecção. A afronta infamante do poder, amontoa tijolos de estupidez em paredes de ignorância morta. O melhor é fechar a porta.

Tudo na mesma. Como apenas mudaram as moscas, vou mas é de fim-de-semana e é já!
Bilhetado por Brunorix às 16:07

17
Nov 09

O tempo e a saudade, e alguma preguiça também na verdade, encaminharam-me para o meu café de bairro favorito. O café, não o bairro. Esperançado por mais uma “crónica” passei a porta do paraíso da sandes de queijo e galão, com a expectativa da saudade.

Aproximei a fome e a ansiedade do balcão e pedi o habitual. Ao meu lado, um pequeno ser (homem) de tez muita pálida, assim quase albino, mordia com avidez um pastel de nata semi-escondido por um farfalhudo bigode louro e branco. O pastel, não o ser. O barrete capilar também rondava os tons, embora mais branco que amarelo. A pele ostentava ainda, sardas e outras manchas. A Rosa (que continua Sandra e cada vez mais latina) e os demais, dirigiam-se-lhe por qualquer palavra acabada em “ívias”, que eu não percebia.

Agucei a minha curiosidade crónica e regulei a audição para ao máximo. Ao quarto interpelar da Rosa finalmente percebi: Lixívias! Aquele ser de metro e meio e sem cor tem a simpática e carismática alcunha de Lixívias. Coisa que ele parece encaixar com todo o desportivismo da aceitação.

Ainda engolia o riso da descoberta, quando uma dona Fátima também de metro e meio (mas de largo) me esparramou contra o balcão, enquanto pedia um cafezinho. Dizia a Rosa:

- D. Fátima, e para comer?
- Oh filha… nada que gorda já eu estou!

(30 segundos de pausa)
- Tens Bom Bocado?
- Tenho.
- Olha que se lixe, dá cá um!




(15 segundos e duas dentadas depois)
- Hum… é bom! Oh Rosa, tens corassans?
- Tenho, com creme.
- Olha filha, guarda-me 4 que venho buscar na hora de almoço.

Entre albinismos e muitas calorias, todos devidamente aceites, o meu Café continua na mesma partilha. São estas referências que dão segurança nas escolhas. Até porque um cliente satisfeito (nem que seja pelo riso) é um cliente que volta!



Bilhetado por Brunorix às 14:22
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20
Out 09

Ainda o sol não sabia que era dia e já a necessidade se levantava na direcção de uma feira que não era Terça por ser Sábado, na expectativa de uma Ladra que vendia o que era seu. O pensamento positivo de que o que tem que ser tem muita força, ajudou a abraçar a saída nocturna com a tralha pelas costas.

A confusão era geral e fazia-se acompanhar por um frio fininho que insistia em dormir do lado de dentro da única roupa que não era para vender: a do corpo. Por todo o lado se instalavam pertences em esperanças de 2 por 2 (metros) com licença! Passe, passe que eu também a paguei e não vejo cá o nome de ninguém. Por acaso hoje pode ficar aí que a senhora não vem. Ainda bem. Siga a venda!

As primeiras conquistas fizeram-se ainda sem luz e logo no desembrulhar da coisa. A mercadoria ainda nem assentara no expositor e já alguém as cobiçava, e levava. Sempre ao preço certo. Nem mais nem menos. É escolher.

JBJ Lda., fizeram da parceria a alegria da troca quase directa, como o sono, e não perderam o sorriso na disputa. Começar por cima, rir de baixo e chegar a acordo lá pelo meio. Visitas, fizeram-se sentir em doce recordação. Obrigadão!

Tire lá qualquer coisa que ainda tenho que fazer a bainha. Tadinha. Tome lá o desconto, por causa do ponto, mas não leva saco. Se levar cinco só paga quatro. Ai que é tudo tão pequenino, quem me dera caber aí. Não há problema que o tecido estica. Olhe que isto é verdadeiro. Epá calma que eu vi primeiro.

Um ano e meio volvido e com a mesma música 8 ali do lado, a inclinação da aventura relembra depois de 11 horas a satisfação das dores nas costas. Gostas?! A causa é boa e assim tudo se aproveita, tá a conta feita.




P.S. - É de salientar a avidez com os clientes escolhiam a mercadora...
Bilhetado por Brunorix às 12:44

20
Abr 09
A vida de bairro (no meu bairro) continua a deliciar a minha atenção cada vez que uma necessidade me incute na direcção de qualquer estabelecimento ou serviço. Depois das magníficas partilhas do Café, as vicissitudes adoecidas lá de casa impeliram-me na direcção da farmácia. A espera na fila tratou do resto.

Desta vez as situações oscilaram entre o habitual riso e o choque brutal de outras realidades existentes em tanto lado e que facilmente se escondem no lado do esquecimento por não lidar com elas em base diária.



Duas situações. Na primeira duas beldades desdentadas que entraram depois de mim, tipo avental e chinelos, dirigem os seus ruidosos cumprimentos a um miúdo de braço ao peito (engessado até ao ombro) que estava com o Avô (que não conseguia assinar o papel da comparticipação dos medicamentos) no balcão, a serem atendidos. Na segunda situação, entra uma terceira beldade (igualmente desdentada, sem avental mas com chinelos) e com um espaço ocupacional aí de uns 4m2 e que perante a fila de pessoas pede uma favor às duas primeiras beldades enquanto vai tratar de outros “afazeres”.

Seguem os diálogos, 100% naturais sem qualquer adição de corantes linguísticos ou conservantes de autor.


Primeira situação:

Beldade 1: Oh gajo! Oh Sílvio! Qué isso?
Miúdo: É o meu Avô.
Beldade 1: Não pá! No braço!
Miúdo: Ah… foi o meu Pai…
Beldade 1: Estes miúdos portam-se mal e despois levam porrada!
Beldade 2: Porra! Os meus levam porrada, mas também não é preciso partir o braço!
Beldade 1: Oh… o Pai anda sempre bêbado!


Segunda situação:

Beldade 3: Fogo! Tanta gente!
Beldade 2: Oh filha… eu também tou aqui e tenho o almoço a fazer!
Beldade 3: Vocês são as últimas?
Beldades 1 e 2 (em coro): Samos!
Beldade 3: Olha, então se chegar à minha vez dizes à doutora que eu quero Clanax (foi o que eu percebi…) que eu vou ali encomendar frango e venho já…
Beldade 1: Sim… Clanax… vai lá ca gente pede… dá cá a receita e o dinheiro que despois dou-te a demasia...
Beldade 3: Brigadinho…

Bilhetado por Brunorix às 12:59

05
Mar 09

Numa floresta de cimento urbano, mas verde, vivia um Tigre que não era zarolho e um Zarolho que não era tigre. Eram amigos desde a infância e suavizavam o passar dos anos em animadas conversas de índole Marxista/Leninista numa perspectiva de implante político de silicone opressivo e obsessivo.

Juntos se consideravam e olhavam o mundo (um deles assim de esguelha) na ilusão jovem de quem consegue tudo e não tem muito com que se preocupar. Até que um dia, já depois de ter saído de casa dos pais, o Tigre foi despedido da fábrica de automóveis onde trabalhava ia já para uma mão cheia de anos, mas vazia de indemnização.



Caído nas malhas do subsídio de desemprego começou a perder o lustre nas riscas e a pose felina, enquanto se arrastava de formação em formação pelos centros de emprego à espera de uma proposta milagrosa. Enquanto isso, o Zarolho ia subindo degraus na sua gorda carreira de sócio/gerente de uma fábrica de óculos escuros, que aliás usava sempre - dia e noite.

Errado dia, cruzam-se no corredor da casa que partilhavam, e momentos antes de o Zarolho falhar a porta da casa de banho e dar uma marrada na ombreira, o Tigre cai de fome aos seus pés. Surpreendido, o Zarolho fecha um dos olhos e repara pela primeira vez como ele estava pálido e magro. Umas malgas de água com açúcar depois, o Zarolho deixa cair o queixo (que o Tigre comeu logo tal era a fome) ao inteirar-se de que o seu amigo de vida, e de casa, estava no desemprego, sem dinheiro e com fome, quase há 1 ano.

Sentido vergonha na já rubicunda face, acalmou o Tigre dizendo-lhe que não se preocupasse porque tinha muito dinheiro no BPN e ia ajudá-lo. Aliás, estava com ideia de investir num negócio de um Freeport e ia nomeá-lo gestor do projecto.

Alguns dinheiros depois o Tigre perdeu a palidez e a fome e ganhou prosperidade financeira, ao mesmo tempo que abraçou a carreira política. Fundou o PND (Partido do Novo Dadaísmo), uma nova força de extrema esquerda e direita com assento no meio. Perdeu as riscas de vez e ganhou pêlo na venta, sendo por isso, agora, um Leão.

Entretanto naquela floresta, rebentam alguns escândalos que afundaram o Zarolho (qualquer coisa a ver com o banco parece), mas mantiveram o Tigre, isto é Leão, bem à superfície da conjuntura político-social. O Zarolho tentou fugir para o Brasil, mas esqueceu-se de fechar um olho e comprou um bilhete para Braga. Acabou por se envolver numa empresa de parques, mas deu rolho também.





Moral da história: Em terra de zarolhos, quem foge às riscas é o rei!

Bilhetado por Brunorix às 12:26

18
Fev 09

Hum… não sei não… aquela maneira de juntar as mãozinhas… Eu não ponho as minhas no fogo por ninguém… nunca se sabe que “anormal” nos calha no disfarce!
Bilhetado por Brunorix às 12:28
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13
Fev 09
Já muito conhecido, mas sempre retemperador, este momento de cultura musical e linguística é o mote para o ânimo que se precisa numa sexta-feira 13…





P.S. – Não se admirem se derem por vocês a trautear o Ken Lee… isto prende-se aos ouvidos!

Bilhetado por Brunorix às 10:54

05
Fev 09

Não desesperem os pais das criancinhas lesadas, pois a solução já anda por aí. Neste país de atrasos e de atrasados (mentais) há sempre uma volta que esconde a derrota. Azul para os meninos, rosa (não se choquem) para as meninas…




Bilhetado por Brunorix às 12:29
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28
Jan 09

Parece-me uma troca justa. Obama fica com um cão português e os portugueses adoptam o seu lema de campanha. No entanto, se o cão tem que se adaptar às vicissitudes da vida americana, o lema tem que fazer o mesmo em relação à vida portuguesa. Em Portugal, sê português! Por isso, todos comigo:





P.S. – Pensamento recebido por e-mail. Thanks V.
Bilhetado por Brunorix às 17:19
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15
Jan 09
No distrito de Bragança os miúdos andam todos à porrading. Não é novidade nas escolas, a diferença é que o chapading e o insulting agora são coisa de estrangeirismo. Já não se arrancam olhos, já não se chamam nomes, já não se cospe uns nos outros, já não se intimidam os mais fracos, já não se deixa ninguém de lado, já não se goza com esta ou aquela característica, agora… pratica-se o bullying!

O conceito define "comportamentos de natureza agressiva, entre pares, com a intenção de provocar dano", coisa que sempre houve em todas as escolas do país. A questão é que agora tivemos mais um atropeling na nossa língua e por isso o bullying veio para ficar. Não o conceiting, mas a palavring!

Não posso deixar de concordar com esta sátiring





P.S. – Não retira valor nenhum ao estudo, nem ao facto de os miúdos andarem cada vez mais violentos. Efeitos do Playstationing, do interneting, dos filmings, etcing??


29
Dez 08
Está de volta a Bicha do Demónio agora em especial de Natal. Continua a fazer as delícias de muitos (as minhas também), pelo toque original da brejeirice. Em todos os registos pode haver qualidade e eu aqui reconheço-a.



23
Dez 08
Para que a noite de amanhã seja imbuída do verdadeiro espírito de Natal, é preciso contar a verdade sobre o senhor que vai trazer as prendas. Todos temos noção, embora uns mais que outros, do poder do marketing e a influência que as grandes marcas têm na sociedade e nos costumes, mas adulterar é que não!

Como é que se pode transformar uma roupagem linda, numa campanha publicitária?! Enganar criancinhas em todo o mundo, e paizinhos também, alterando a beleza das origens. Crianças, o Pai Natal nasceu assim (coitada da mãe dele):



Se os senhores da publicidade enganosa fossem honestos não se atreviam sequer a pensar em adulterar a imagem de um santo. Se eles queriam que o senhor bebesse o que eles vendem, que eu por acaso também gosto, quanto muito faziam isto:




Sem qualquer influência enganosa, eu até acrescentaria esta bandeirazinha desprovida de qualquer significado, assim do género pura coincidência, já que está com a cor certa...

Um Natal verde para todos!



P.S. – Os funcionários do Bilhete de Ida, desejam a todos os clientes, amigos, fornecedores e leitores um santo e Feliz Natal (verde) e um próspero (e verde) Ano Novo.

P.S.2 – Vá lá um comentariozinho para a caixa de natal, assim como assim já comemoramos 250 posts!


Bilhetado por Brunorix às 12:32

18
Dez 08
Desviei daqui... obrigado!


Bilhetado por Brunorix às 13:39

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