Escritas do fundo do mar

21
Abr 10

... na doença! Operativamente falando (isto é, em termos de operação) correu bem, mas estamos de baixa e com dificuldade para monitores e teclados.

 

Bilhetado por Brunorix às 03:46

08
Jan 09
O pior nem é a febre que me queima.
O pior nem é a tosse que me arranha.
O pior nem é o muco nos canais.
O pior nem é cabeça que me explode.
O pior nem é a dor de abrir os olhos.
O pior nem é a sensação de ter sido atropelado por um camião.

O pior... é querer ler e escrever e não conseguir por causa de tudo o que não é pior.


Bilhetado por Brunorix às 23:11
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22
Out 08
05 da manhã uma tosse, sem brilho no olhar
06 da manhã mais tosse e agonia
Às duas por três quem sabe onde isto irá parar
Eu é que já tusso tanto e até dormia

05 da manhã ei, bem bom
Tosse e amanhã ei, bem bom
06 da manhã ei, bem bom
05 da manhã ei, bem bom
06 da manhã pra dois, bem bom
Tossir e o que virá depois?
Bisolvon, ei!


Tudo verdade... até o facto de estar acordado a esta hora e com esta música na cabeça! Terá sido numa noite destas que surgiu a inspiração ao António Pinho, ao Pedro Brito e ao Tozé Brito? É que este nível de criação não se atinge a qualquer hora!

E agora?! O que fazer com esta pérola do nacional cançonetismo? A quem vamos dar isto para cantar?... hum... deixa cá ver... hum... olha, pode ser a estas meninas:





P.S. – Já que não durmo, divirto-me. Ou então, estou a ficar xarope!
Bilhetado por Brunorix às 05:59

13
Out 08


Adorei! Da surpresa da descoberta, à estupefacção pela maturidade, passando pela consolidação de um prazer até à ansiedade pelo final. Uma escrita adulta, reveladora de muito que eu não sabia, mas que gostei de saber. Interessou-me, agarrou-me e deixou-me curioso pelo que está para trás...

Continuo de molho, qual bacalhau, mas pelo menos estou a combater a pilha de livros que nunca li por estar sempre a ler outros que vão aparecendo. Decidi fazer limpeza ao meu sótão literário e as centenas de páginas virgens da minha leitura serão agora fecundadas!

Já comecei e abraço com avidez todas as vidas que estão por conhecer. Sinto-me a descomprimir de um longo mergulho e penso que o meu corpo se está a ressentir deste tempo todo a que esteve sujeito à pressão da profundidade. Como tal, e porque não se pode brincar com doenças descompressivas, vou fazer todos as safety stops recomendadas. Aproveito a horizontalidade e vou lendo...
Bilhetado por Brunorix às 13:27

09
Out 08

Já não sei se é do corpo, da cabeça ou de qualquer outro mal que eu padeça. Mas estou cansado e enjoado das fases que não acabam e das injustiças que se amarram. Soltem-me! Deixem-me adoecer num canto e recuperar!

Já não sei se é do corpo, se da cabeça. Mas da desilusão primeiro que me esqueça… Revolvem-se-me as entranhas da apatia, num sinal que de todo não queria e numa esperança que aos poucos é fugidia.

Já não sei se é do corpo, se da cabeça. Mas este desconforto, que ninguém o mereça. A sensação de mal estar em todo o lado, ao mesmo tempo perdido e achado. Numa névoa de vontade, que me leva para longe a verdade e a certeza de que o que não espera é a idade!

Já não sei se é do corpo, se da cabeça. Mas estou doente, e isso é mesmo coisa que de dia me aborreça e à noite me deixe quente. Mas à moléstia digo presente e à modéstia sou descontente, num escárnio que me ofereça.

Já não sei se é do corpo, se da cabeça…

17
Abr 08
Acometido que fui, por uma gripose castigante pela estupidez já característica, deparei comigo na situação de confinado ao conforto do lar, mais especificamente, no sofá.

Nas várias horas que deitado passei (foram quase 3 dias), atravessei muitos momentos de cinzentude emocional, que se caracterizavam por estados febris que não permitiam concentrar os olhos o suficiente para ler, que não me deixavam dormir muito por estar desconfortável e sempre a tossir, e que por isso, me impeliram na direcção da alternativa que tinha: ver televisão!




Medo! O pânico, o horror! Passei da constipose a uma estupidificação mental, além de uma deslocação do maxilar inferior, perante a estupefacção do que os meus olhos viam. É mau demais para ser verdade, senão vejamos…

Entre as barbaridades do Alberto João Jardim, que até já recebe o “Sr. Silva”, embora chame malucos aos restantes membros do Governo Regional, a deficiência mental de Fátimas Lopes, Praças da Alegria e outros que tais, passando por Portugal no Coração e Morangos com Açúcar temporada 350, tudo merece destaque. No entanto, o Óscar do momento televisivo mais tenebroso vai para a altura em que depois de ter conseguido adormecer debaixo da saraivada de berros histéricos da Júlia Pinheiro (obrigado febre!), abro os olhos num acordar estremecido e fui confrontado com o pesadelo real de ver o Manuel Luís Goucha com um pepino e uma courgette em cada mão a anunciar qualquer coisa! Eu, na minha inocência, acho que era um livro de culinária, mas como o pânico me acometeu (não confundir com a-cu-meteu) de um impulso instintivo de mudar o canal, não tenho a certeza. Reflectindo agora sobre o personagem principal e os belos legumes que ostentava com orgulho, consigo imaginar mais uns quantos cenários bem dantescó-vegetais!

É depois destas experiências traumatizantes, que eu apelo a todos, em nome dos acamados de Portugal (em especial os que não têm TV por cabo!), por favor ajudem-nos a criar um canal novo, porque ninguém consegue melhorar (arriscaria até a dizer que piora) se só tiver os nossos canais pela frente o dia todo! Ligue já para o 53 53 53 (rede de Lisboa – valor da chamada 53 cêntimos), ou faça o seu depósito na conta 5353 535353535353 535353, e contribua para o canal do acamado! (não sei o que se passa hoje, mas o número 5-3 não pára de surgir!)


P.s. – Muito obrigado ao Blockbuster que me salvou do que podia ter sido pior!

Bilhetado por Brunorix às 13:32

14
Abr 08
Depois de um magnífico fim-de-semana de Dolce Fare Nienti, abençoado por São Laboratório que nem sei o nome, chegou a factura: uma gripalhada monumental que nem sei a quantas ando! (mas acho que ando a duas…)




A fome de sol era tanta, que nem o aviso gargantó-dorido de Sexta-feira, me fez arredar pé da piscina e das belas espreguiçadeiras. Não sei como é que se arreda um pé, mas era o que devia ter descoberto! A água da piscina aquecida, um calorzinho de chorar por mais, a facilidade de levantar o braço e pedir mais uma bebidazinha, a espetadazinha de frutas que iam oferecendo, um bom livro e saudades do Verão… tá feito! Tudo em zinhos e zinhas como pedia aquela ocasião. A única zona foi mesmo a constipação.

E por isso, este é o panorama da segunda que se segue. Ainda por cima, São Laboratório nem ajuda constipações e por castigo assim estou. Salve-se o Trockadero de MonteCarlo que assisti no Sábado à noite e que me levou às lágrimas! Os gajos(as) dançam que se fartam. Quem disse que dançar em pontas era para senhoras?! Vi umas belas patinhas 46 biqueira larga a andar de um lado para o outro como se não fosse nada com eles! Para ver e rir por mais!



P.s. - Não há inspiração no meio de tanto desconforto, mas se não passar por aqui ainda fico pior!

Bilhetado por Brunorix às 14:35

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