Escritas do fundo do mar

11
Jan 08
Tenho vontade de partir!

De partir e não voltar nunca ao mesmo lugar. Quero que tudo seja novo cada vez que lá chego e cada vez que lá volto. Não, esperem, não é preciso... afinal nunca lá irei voltar.

Este Bilhete serve para viagens que se podem fazer ou não. Serve para sonhos que se realizam ou não. Serve para desabafos abafados. Serve para tudo o que servir, na certeza de que o principal objectivo é não ter objectivo nenhum. Serve para os gritos contidos e para as contenções gritadas; para os pensamentos mudos e para as falas que não se ouvem; para as vozes caladas e para calar a voz... enfim, serve para tudo o que não couber em mais lado nenhum!

(...)
Sempre tive vontade de escrever um livro. Não sei bem como nem porquê, mas sempre achei fascinante a idéia de que alguém poderia ter prazer a ler algo escrito por mim. No mínimo o mesmo prazer que eu tenho a ler as coisas escritas pelos outros. Se além disso conseguisse “agarrá-los” ao livro, seria a cereja no topo do bolo! O problema é que não tenho nenhum tema em especial sobre o qual gostasse de escrever. Apenas gostava de publicar um livro! Nem queria ganhar dinheiro com ele, era apenas pelo prazer de o publicar! Talvez um policial romanceado com um suspense de humor. Eu acho que o mais difícil é publicar o primeiro, os outros surgem com naturalidade. Eu sinto as ideias a voar na minha cabeça, a dificuldade é apanhá-las de forma a que se perceba alguma coisa. Assim que eu aprender a dominá-las (as ideias!) tudo flui com facilidade. Eu acredito que para se ser escritor (sobretudo um dos bons) é preciso algo que nasce dentro da pessoa, mas também acredito que grande parte do talento pode ser trabalhado. Quantas pessoas é que se predispôem a sentar em frente a uma folha de papel e escrever o que lhes vai na alma?! Há um potencial escritor em cada um de nós. A arte está em descobrir essa potencialidade

Não sei se a vontade de escrever tem a ver com alguma necessidade de gritar aos ouvidos do mundo ou se é apenas para fazer algo que me tire da vulgaridade da vida. Isto de andar sempre em fila uns atrás dos outros também cansa, embora possa ser até mais fácil porque exige menos esforço, às vezes apetece-me “mijar fora do penico”. Se não fizermos algo que nos demarque dos demais acho que não damos grande sentido ou utilidade à nossa passagem pela face da terra!

Quantos pensamentos deitaremos fora por dia?! Se cada vez que nos ocorresse algo isso ficasse registado, quando fossemos fazer a compilação (por ex. com que é que queres fazer amor? – Com pila São!) dessas ideias tinhamos de certeza material para um livro! Talvez registe a patente de um depósito de ideias! A pessoa comprava um depositozinho de bolso (custaria aí uns 25€) e cada vez que tivesse um pensamento guardava-o lá dentro. Depois tinha duas opções: ou comprava um descarregador de pensamentos (mais 100€) ou mandava para a minha empresa de pensamentos para ser descarregado (35€ cada descarregamento). No caso de comprar o seu próprio descarregador tinha que comprar também um conversor (75€) pois no depósito de bolso as ideias estavem em formato IP (Ideias Próprias) e tinham que ser convertidas em IEPT (Ideias Entendidas Por Todos) para que pudessem ser lidas em http (hipótese de transformar textos primários). Claro que de dois em dois meses existiria actualização de hardware (depósitos de bolso e conversores) e de software para leitura das diversas linguagens, nomeadamente a mais difícil: ECC (Erros Comó Caraças). Pelo menos assim podia contribuir para que existissem mais livros no mundo e para que eu tivesse um negociozito. Acho que é este o modelo base que rege o mundo da informática! (...)


Aqui vai-se falar de tudo e de mais alguma coisa, sendo que as tónicas das águas serão sempre ginridas por mim! Este espaço é uma verdadeira democracia à portuguesa, isto é, existe muita liberdade de expressão controlada. É um verdadeiro museion (alto lugar de memória), onde se podem encontrar ideias iguais a todas as outras, com a grande diferença que estas são minhas!

Afinal, para que é que servirá o nosso espaço se não for para sermos nós mesmos?? Assim será, assim serei!

Bem vindos!!


"Há 3 espécies de homens: os vivos, os mortos, e os que andam no mar!"
Platão 427-346 AC

"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota. Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária! Para os que não compreendem, nenhuma explicação é possível..."
Não faço ideia, mas foi em DC concerteza!
Bilhetado por Brunorix às 16:27

Lembras-te q um dia escrevi no verso duma fotografia "de mão dada, caminharemos de estrela em estrela, até esgotarmos o firmamento"? espero q hajam 2 bilhetes de ida e q sempre sobre nós soprem bons ventos. Felicidades para o teu blog! Boa sorte para todas as tuas (e nossas) viagens! Bjos, F
filipa a 11 de Janeiro de 2008 às 22:28

Mano,

Antes de mais comentários, deixa-me dar-te as boas vindas ao universo da IRP (Intimidade Relativa Partilhada) que é um Blog pessoal!

Depois quero dizer-te que gosto de ti. Das ideias que tens e da maneira como as não controlas. Aliás, se há pessoa no mundo que me tenha mostrado o significado do Carpe Diem, essa pessoa és tu, irmão!

Finalmente quero dizer-te para divagar! Divaga! E devagar ou depressa, divagar é a melhor maneira para fazer sair pensamentos nossos em forma de texto conseguido que nunca julgámos antes encorpado em parágrafos! Dá força à preguiça do primeiro, e deixa que as letras se juntem ao segundo, para que o terceiro se torne quarto onde possas descansar. Se o fizeres acompanhado, então formarás uma obra!

Abraços, mestre irmão.

Zé piqueno
a 15 de Janeiro de 2008 às 00:14

Janeiro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
12

13
14
17
19

20
21
22
24
26

27
29
30
31


Bilhete Radiofónico

 

BILHETE`S DIVER
EMÍLIO DO BILHETE
bilhetedeida@gmail.com
BLIHETES PUBLICADOS

 

 

 

Encontrar Bilhetes