Escritas do fundo do mar

27
Mai 10

Com lágrimas de saudade nos despedimos da Ifigénia que mesmo assim ainda aquece os nossos corações. O conto seguinte, por conseguinte, chega de Nova Iorque em pedalada de alto nível. Subtilmente cru deixa-se desenhar no nosso entendimento pela mão da Bárbara Guerreiro Nunes com o Vermelho Imperfeito.

 

As chapadas de realidade literária suscitam em qualquer leitor a vontade de gritar em direcção opinativa. Não é?! Então vá, unam a mão ao pensamento e teclem lá qualquer coisinha de índole crítica. Pedalemos!

 

 


Bilhetado por Brunorix às 16:59

26
Mai 10

P.P. (Personagem Principal), seguia pela estrada do conto em direcção ao sol que se punha por escrita imposta. Guiava com a tranquilidade própria de quem segue um caminho orientado e acelerava o suficiente para lá chegar. Nem muito, nem pouco, apenas o suficiente.

 

O seu carro de confiança era o mesmo do ano anterior, o que lhe deixava espaço para qualquer manobra. Sabia de cor o número de voltas que precisava de dar ao volante se quisesse escrever um romance, ou a força com que travar em caso de choque literário, ou até o buzinar enfurecido em caso de engarrafamento de escritor.

 

Homem e máquina eram um só respirar que fluía pelas linhas da palavra escrita. O rumo não podia ser mais tranquilo, nem mais literário.

 

De repente, um estouro quase jornalístico fez perceber que rebentara um pneu. Guinou umas palavras para a esquerda, travou outras para a direita e a custo, e susto, conseguiu encostar na berma certa.

 

Saiu e verificou com estupefacção o estado degradado do pneu direito que agora era torto. Por desígnios de um crítico qualquer avistou uma área de serviço literário a 500m. Rastejou o carro para lá e pediu ajuda a um mecânico de letras…

 

- Eh lá! Esse pneu já não escreve nem mais uma linha!

 

- Pois é… já viu o meu furo?!

 

- Não se preocupe que veio ao sítio certo. Como prenda pela sua extraordinária condução literária, tem direito a uma edição grátis do seu próximo pneu!

 

- Nem pensar! Faço questão de ser eu a escrever o remendo!

 

- Mas não é um remendo, é uma edição nova. Além disso não pode recusar, faz parte do seu mérito!

 

- Não, não. Isto não passa de um exercício e se insistir deixo simplesmente de escrever.

 

- Mas assim a confiança do carro…

 

- ...

 

Bilhetado por Brunorix às 18:34

23
Mai 10

- Então o Sr canaliza?

- Canalizo pois!

...

- Não tem prái um tampáruere ou isso para despejar a água?

- Tenho pois!

...

- Prontos! É da bomba d`água! Agora só 2ª feira...

- Pois...

 

Bilhetado por Brunorix às 15:21

17
Mai 10

Em imagens porque as palavras não chegam para descrever tudo: o ambiente, o cheiro, o choque cultural e religioso, a gastronomia, a língua... E mais uma experiência profissional e de vida que ficará gravada no lado positivo da lembrança. Espero voltar com mais tempo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bilhetado por Brunorix às 11:57
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12
Mai 10

Que é como quem diz por terras de Jerusalém: Museu de Ciência.

Bilhetado por Brunorix às 14:10
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07
Mai 10

À segunda vista tudo parecia escuro de sentimentos. Na primeira – feira já nascia a semana da descoberta e da partilha. A beleza do que não se vê está no sentimento que une duas mãos desconhecidas de desejo.

 

Um abraço de confiança sabia a porto seguro com doce de pêra, da vida. Cada dentada de vontade seria apenas amizade. Na verdade, as uniões que não são, de facto, sentidas têm a palidez do sol à noite.

 

Ainda não nasceu mas já é presença do sonho diário. Chama-se tranquilidade e é filho do respirar fundo e do sono pesado.

 

As palavras não são mais que o veículo da ilusão, criada pela circunstância. Implicância? Talvez criancia (só para soar), no penhasco do destino a sentir à volta o voo circular dos pássaros da imposição. Que falta de capacidade de encaixe. Não aiche?! Aicho!

 

Parvos, são os pensamentos soltos da revolta. Assim se escrevem linhas de imensidão perdida na amálgama do sonho. Cada passo, cada imagem, são peças soltas da realidade, e esta…é a mais pura verdade!

 

Para a semana, o lamento será no muro original.

 

 

Bilhetado por Brunorix às 13:00

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