Escritas do fundo do mar

28
Abr 10

Longe vão os tempos em que se escrevia história na Europa com heróis portugueses de verde e branco. Heróis de garra e com garra que respiravam brio nas atitudes e na camisola. Em ano de desonra clubística, rugiu ontem pela última vez um desses heróis.

 

O cantinho do Morais ficará para sempre na memória dos relatos e da paixão de cada um. A taça, que era a das Taças, escreveu-se no mais alto lugar de um sonho que ainda hoje se lê único. Foi magriço em 66 e leão para todo o sempre.

 

 

João Pedro Morais

(1935-2010)

Bilhetado por Brunorix às 17:21

Bicicletas com atraso regressam em pedaladas de fúria. Enquanto os tons de África ainda cheiram na página anterior, eis que nos chega o prazer da amizade anunciada em conto sem nó. A qualidade esperada, e ultrapassada, vem da pena criativa da Ana Oliveira com a Ifigénia a Marco António.

 

Se o prazer da leitura tivesse medidor, a escala de satisfação atingiria valores de recorde neste caso. Pedalem na direcção do prazer e não percam esta pérola da sintaxe imaginativa.

 

Bilhetado por Brunorix às 17:19

27
Abr 10

De volta às lides da vida (com uma peça a menos) reencontro na mesma tudo o que nunca muda. O ar está impregnado do que sempre foi e o amanhã continua igual ao ontem. Ouço (melhor) o espanto que rodeia cada acontecimento e lamento a apatia da vida circular, que pode ser segunda ou de primeira insatisfação.

 

Os sonhos enclausurados agarram-se às grades da consternação e fecham os olhos a cada bandeja que surge para alimentar o tempo. O julgamento é aguardado no cárcere do destino… sem fome.

 

Inspecções de consciência viram as patas do aparente ao contrário enquanto a linha do horizonte se verticaliza no sentido inverso. Perverso?! Não, original! Não importa a cor do pêlo, desde que não seja camelo, nem a força do olhar que perscruta na imensidão do que se sabe existir. O que interessa é a aparência.

 

 

Passadas de presente, deixam passados para trás do que há-de vir. O caminho de regresso faz-se no sentido árduo sem pisar questões. As emoções ficam do lado de lá e aqui grita-se a lei do silêncio.

 

Os maçaricos da revolta deitam chama de isqueiro infantil e chamuscam de ridículo a vontade. Qualquer sopro de imposição apaga as velinhas de um bolo estragado de tanto esperar. É só soprar.

 

Que bom estar de volta!

Bilhetado por Brunorix às 18:24

21
Abr 10

... na doença! Operativamente falando (isto é, em termos de operação) correu bem, mas estamos de baixa e com dificuldade para monitores e teclados.

 

Bilhetado por Brunorix às 03:46

15
Abr 10

Se o bom filho à casa torna, o bom pai nunca de lá devia ter saído.

 

É a gestão dos tempos modernos, as 24h dos dias de hoje são mais pequenas que as 24h de os dias de ontem. Fazemos coisas a mais, dizem uns. As solicitações são maiores, dizem outros.

 

A insatisfação é inimiga do espaço vazio. Por isso, preenchemos cada nanosegundo com um minuto de vontade. Resultado: não dá para tudo. Deixamos projectos, ultrapassamos compromissos, esquecemos amigos, dormimos aos poucos, caminhamos em todas as direcções, deixamos abraços em casa… e no fim? Sorrimos de plenitude!

 

Estranhas vontades as nossas. O ritmo que impomos aos acontecimentos é mais rápido que a concretização. Drogamos as ideias para conseguir aguentar a passada. Até que nos passamos. Mas vamos… sempre a sorrir.

 

O cansaço do aço a bater no ouvido do descanso, abre buracos na parede da tranquilidade. Férias que não o são senão no papel, fazem pensar na saudade do tempo. Do tempo em que havia tempo. - Não digas isso. Há sempre tempo… pois há mas não chega!

 

Este, foi o que consegui arranjar.

 

Bilhetado por Brunorix às 09:58

06
Abr 10

... não avisámos que íamos estar de férias (embora se note muito pouco). Pelo facto, apresentamos as maiores desculpas aos nossos clientes e amigos.

 

Reabrimos para a semana.

 

Bilhetado por Brunorix às 14:26

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