Escritas do fundo do mar

21
Jul 08
Continuo a não gostar muito. As vicissitudes da vida e as socialites impostas ainda me causam arrepios na nuca. Cada um faz as suas opções, tem os seus gostos e vontades. Mas as vontades que o são apenas porque o devem ser, deixam-me um bocadinho revoltado. No entanto, como ser contraditório que também sou, lá fui!

Teve contornos de originalidade, patentes desde logo pela escolha do local. A vista era a que se vê. Aproveitada que foi a fuga à cerimónia não concordada, da altura fiz a oportunidade do disparo aqui apresentado. Continua a ser imponente a monumentalidade da coisa, não o significado, e a altura de prazer resulta num vislumbrar de margens. Que imagens!

Da diversão se fez recordação, da memória se fez dança, do riso se fez alegria e dos passos de novo criança. Estes carapaus fizeram das horas minutos e do tempo saudade. Surpresos da surpresa, sorrimos a escolha feita. Sem maleita!

Saboreámos bem e partilhámos ideias com conhecimento. Abraçámos vontades e saudades, conhecemos vidas a cumprir e já cumpridas. Apreciámos toques de diferença e preocupação pormenorizada. Foi cuidada!

Que sejam felizes…
Bilhetado por Brunorix às 13:29

Não sou. Tenho que reconhecer que não sou. Vou de vez em quando e não percebo muito do assunto. Sou um filho confesso do cinema e até me esqueço desta arte, que vem dois lugares antes da 7ª, sendo 5ª pelo manifesto.

No entanto, rendo-me às evidências das circunstâncias e presto a minha homenagem a 1h de energia e admiração. O fulgor de tanta personagem numa só pessoa, os diálogos a uma só boca, a variedade de expressões a uma só cara, o diferenciado guarda-roupa a um só lenço. O riso, o choro e todos os demais sentimentos antagónicos, couberam naquela brilhante interpretação da Carla Galvão - que merecia daqui um reconhecimento universal para todo o lado.

A acompanhar, um músico que tirava som de tudo e de nada. Que imaginação, que musicalidade em cada gesto pensado, qualquer objecto emitia um som puro e limpo de intenção. Até os sons próprios tinham nome. Quando se consegue estabelecer uma relação tão próxima com a música, atinge-se um patamar de plenitude emocional e transcendental ao alcance de muito poucos predestinados. Fernando Mota é um deles, e merece cada bocadinho de elogio multiplicado por tudo! Agradeço-lhe a riqueza de experiência que me proporcionou.

Contos em Viagem – Cabo Verde, foi talvez a emoção teatral mais intensa a que tive o privilégio de assistir. Se quiserem fazer um favor a vós próprios, tenham a inteligência de não perder esta peça por nenhum valor mais alto que se alevante!




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