Escritas do fundo do mar

30
Abr 08
Para além do habitual pastilhar da Rosa (Sandra) e da Lena de leste, da família de ciganos com as respectivas chapadas e bocas abertas e da muda que não se cala, hoje a Rosa tinha mais uma surpresa…

Do alto, por ser na Alta acho eu, de todo o seu esplendor fashion, a Rosa ostentava uma bela camisa de riscas apertada apenas em 3 botões situados numa zona que eu calculo ser, pela geografia feminina, a do peito, embora não desse para perceber muito bem dada a sua plenitude plana (uma partilhazinha com a Lena e ficavam as duas bem).

Mas afinal, onde está a surpresa?! Ora bem, precisamente na sequência dos 3 botões apertados, vinham todos os outros imediatamente após, por apertar! O que revelava, para quem quisesse claro (só olha quem quer), uma bela zona de cintura com algumas particularidades muito interessantes: a começar pela respectiva dobra sobre o cós das calças aí com uma espessura de 3cm (sem exagero se não, não era surpresa!), aquele picotado conhecido por casca de laranja, mas que a mim me parecia mais tipo cortiça mesmo quando se descasca a árvore e por fim, last but not least um umbigo enorme, acho que deve ser por causa de umbigos destes que a Ilha da Páscoa se chama Te pito o te henúa (umbigo do mundo) na língua local, estou convencido que é ali que ela guarda as pastilhas!




Os meus olhos observantes de espanto, não paravam de seguir o saltitar desta maravilha, pois a Rosa não pára quieta, só alternando de quando em vez a direcção para um grupo de 4 polícias que tomavam café ruidosamente, e que me chamaram a atenção pois dos 4 um era uma (acho eu!) porque tinha unhas pretas de 3cm (curiosamente a medida da dobra da barriga da Rosa, mas aqui já com exagero de autor!), embora tivesse mãos de homem, cabelo comprido e solto, embora tivesse cara de homem, calças da farda enfiadas num rabo de mulher, embora no topo de umas pernas de homem… enfim, uma amálgama de contradições de género que me deixavam indeciso entre barriga, mulher-homem polícia, barriga, muda, barriga, putos a berrar e chapadas, barriga… quer dizer, partilhas!



Nota do autor observador: esta barriga não é a da Rosa, mas o efeito era igual!
Bilhetado por Brunorix às 12:30
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29
Abr 08

De um Abril já passado
Ficam as memórias de um ainda presente
Que de tão usado se fez lembrado
Que de tão esquecido se fez saudado
Na minha, na tua, na nossa mente

Aos camaradas do adeus, deixo a esperança


Da vergonha quase esquecida
Faço viva, a sua lembrança
Para que a madrugada seja cumprida
Para que a verdade, adulta já ida
Não torne o amanhã de novo criança

Aos camaradas do crescimento, deixo a vontade


Para a eternidade faço palavras
Para as lápides escrevo razões
Se da vitória disseres que amavas
Se do alcance disseres que gostavas
Da conquista dirás: aldrabões!

Aos camaradas do futuro, deixo a razão


Se do pasmo sobrar panaceia
E da leitura sobrar emoção
É porque todo aquele que me leia
Tirará de dentro da veia
A esperança, a vontade, a razão

Aos camaradas que me lêem, deixo… as palavras!






P.S. – Fiz do atraso, a razão de uma escrita homenageada e da desculpa a motivação da vontade!

28
Abr 08
Estive longe da realidade e ausentei a minha distância com 3 dias de impossibilidade de escrita. Vivi novidades e descansei momentos de lassidão, desfrutando em pleno das novas condições.

No meu primeiro 25 de Abril como blogger, falhei a possibilidade de marcar o acontecimento em palavras minhas e, por isso, deixo apenas a atrasada homenagem sentida pela força da imagem.




No entanto, estes dias ficam marcados pela vivência arrepiante de ouvir o que penso. ADOREI o programa de rádio. Gostei da selecção dos posts, gostei da música que escolheram, gostei das “interpretações” dos locutores e gostei do programa no seu todo! Confesso que estava um pouco céptico com o que poderiam fazer e se interpretariam o que escrevo, como escrevo. Mas a verdade, é que arrepiei de satisfação o resultado!





Muito obrigado à equipa toda da Rádio Comercial* pelo seu profissionalismo e sobretudo pela GRANDE satisfação que me deram! Os agradecimentos dizem-se, escrevem-se, mas principalmente sentem-se… e eu sinto-o verdadeiramente! Obrigado!



* E como o seu a seu dono, gosto de personalizar os agradecimentos generalizados... por isso, muito obrigado à Ana Margarida Carmo (Produtora), ao Miguel Chagas e à Ana Isabel Arroja (que deram voz e vida aos posts), ao Nuno Gonçalo Santos (sonoplasta), ao Nuno Luz e ao João Pedro Sousa (Coordenação musical).


Bilhetado por Brunorix às 10:52
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24
Abr 08
Na ressaca da comemoração, reflecti e confirmei a paixão pela leitura e pela magia do sonho escrito. Concluí da certeza das palavras, que a conjugação dos sentidos ganha a forma de um imaginário que de infantil se faz adulto. Percorri com risonha saudade, as etapas do meu ler crescimento e partilhei entre sabores escolhidos as experiências de leituras adquiridas.

Fiz(émos) da banalidade o fascínio do sabor lido, acrescentando à alegria da partilha a motivação da narrativa. Entre garfadas de espera, houve o tempero da memória e o riso da saudade. Bebemos da erva, o chá das palavras torradas e a composição quente da vida lida em várias páginas.

Saltámos capítulos de barreiras e imaginámos buracos no tempo, que permitissem parar para ler. Prometemos bibliotecas futuras e fascinámos ideias de clubes de leitura, partilhados pela virtualidade da distância e pela vontade do sonho.




Comecei a ler sozinho, continuo agora acompanhado…

Espero continuar a ler em toda a parte, se a tanto me ajudar o engenho e arte! Que dos livros se faça razão, que da vontade se faça caminho. Persigo das palavras a emoção, procuro nas linhas o sentido da escrita que me brota da alma. E quando da ideia não fizer sentido, espero permanecer na paz de uma leitura calma!



P.s. - Roubei a foto aqui...
Bilhetado por Brunorix às 13:23

23
Abr 08
Parece que este famoso local de “entubamento” de imagens, comemora hoje 3 anos que recebeu o seu primeiro vídeo. Como tudo, tem vantagens e desvantagens, tem coisas boas e coisas más, e vai sempre depender da utilização de quem usa esta ferramenta. Mas para mim, enquanto permitir cenas como esta, vai continuar a valer a pena…



P.s. - Já tinha dito que este blog vai dar um programa de rádio?

Bilhetado por Brunorix às 18:30
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Não é que eu não sinta todos os dias como assim sendo, mas foi a data encontrada internacionalmente e eu não posso deixar de me juntar à efeméride!

A leitura é um fenómeno tão simples, quanto ter papel e um conjunto de caracteres ordenados de uma determinada maneira. A magia está no poder que essa ordenação transmite e a capacidade que tem de nos fazer sonhar, sentir, viajar, pensar “apenas” com a força do impacto das palavras na nossa cabeça! Os livros limitam-se a abrir caminhos no nosso pensamento, a força de os sentir está em nós.

E o cheiro?! O maravilhoso cheiro que as casas livradas (cheias de livros) têm! E folhear?! O prazer indescritível de tocar as páginas de um livro na vontade de ler com os dedos. Só o facto de olhar para uma estante cheia de livros já é reconfortante.

Não há originalidade na escrita de intenções deste post, mas há o transmitir de uma paixão que se quer intensa e partilhada. Quem escreve, primeiro lê! E se escrevo o que penso é porque leio o que partilho. Não posso negar a influência que as leituras têm na escrita de cada um, mas posso pedir a todos que leiam, leiam muito! Leiam até não conseguirem ler mais. E mesmo quando isso acontecer, peçam a alguém que vos leia em voz alta!

E neste dia tão especial pela comemoração, mas que devia ser igual a todos os outros pelo hábito, não deixem de comprar um livro, de começar um e continuar outro, de oferecer e receber também. Eu, já recebi o meu!




Obrigado pela partilha da certeza, pela lembrança do gesto e pela ternura da paixão! É nosso para ter e guardar, para partilhar e desfrutar, para sentir e querer mais…


Bilhetado por Brunorix às 11:22

22
Abr 08
Da estupefacção do primeiro e-mail, ao amadurecimento da ideia, chegou a certeza. Este blog não só dava um programa de rádio, como vai dar! O que começou por ser uma experiência de escrita é agora um vício de partilha, potenciado pelo difundir da voz.



Por isso, TUDO a ouvir a Rádio Comercial, próximo Sábado (26 de Abril) às 21h, com repetição no Domingo às 13h. Alguém acredita que vai ser possível ouvir as barbaridades deste vosso escriba?! Eu, que ainda estou meio a levitar, ainda não sei se acredito!

Sinto-me assim, mais perto do sonho…

Bilhetado por Brunorix às 17:05
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21
Abr 08


Atingido o meio cento, reflicto da e na escrita à procura do que não percebo. Procuro, e não encontro respostas para as dúvidas que me assolam e que me deixam inquieto, indisposto e incomodado. Percebo das palavras, a vontade da procura e a inquietação do futuro. No entanto, acinzento das emoções o estado da alma que me mantém à tona da razão.

Não percebo as pessoas em toda a sua plenitude de reacção. Cada vez me surpreende mais o impacto da causa-efeito e não consigo descortinar o que nos diferencia perante as situações. São os instintos que mudam? O entendimento que cada um faz dos acontecimentos é ditado porque ordem de razões? A complexidade do ser humano, deriva da sua característica pensante e muitas vezes é essa capacidade que atrapalha todas as nossas relações. No entanto, é o pensamento que me conduz à escrita… bom ou mau?

Como ser pensante inconformado, persigo o deslumbramento de viver deixando que por vezes isso me atrapalhe. Estou a ficar amargo por dentro e sinto necessidade de adoçar as minhas ideias e acções. Escrevo para procurar e procuro para escrever, tentando com isso fluir as reflexões pelas atitudes. Nem sempre consigo…

É nessa procura que me engano e cometo erros. É nessa ansiedade que defino o meu sentir e planeio a minha caminhada. Ultrapasso buracos e curvo enganos, na esperança de lá chegar. A meta da vontade, está vista e à vista do meu alcance. Prometo lá chegar!



P.s. - Aos 50... posts! :)

19
Abr 08
A magia dos sonhos aparece nas películas da vida, como nuvens no céu. Aparecem, desaparecem, voltam a aparecer e a desaparecer outra vez. O poder de sermos todos e um só durante 2 horas, cresce no imaginário de cada um transportado por um bilhete… de cinema!




Esta arte que se diz sétima, desde 1911 quando Ricciotto Canudo assim a classificou no Manifesto das Sete Artes, é muitas vezes primeira pela grandiosidade de reunir características das 6 precedentes. A ver: 1ª – Música (som), 2ª – Dança (movimento), 3ª – Pintura (cor), 4ª – Escultura (volume), 5ª – Teatro (representação), 6ª – Literatura (palavra).

Não deixa de ser uma das artes “preguiçosas”, pois apenas temos que nos sentar e sem qualquer esforço apreciar o que alguém fez para nosso deleite. Até uma mau filme é bom de ver, pela experiência de o enfrentarmos e podermos depois esgrimir argumentos numa qualquer mesa de café para mostrar a alguém porque assim o foi! O sabor do que nos provocou, é delicioso de partilhar, quer tenha sido mau, bom, alegre, triste, surpreendente, fascinante, inquietante, apreensivo, expectante, brilhante ou mesmo lascivo!

É assim… ADORO cinema! E hoje, vou fazer por isso!
Bilhetado por Brunorix às 18:44
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18
Abr 08
Depois de uma semana que já reflecti, sinto o cansaço da dificuldade de a ter atravessado. A doença e as emoções fortes ainda rondam a sua presença e eu preciso de fechar os olhos. Sinto na vontade, a razão de estar cansado e a necessidade de carregar baterias.

Sei da certeza, que o alcance merece comemoração e que por isso salto fronteiras e despejo derrotas. Irei respirar fundo e sorrir, pois este fim-de-semana vou sonhar assim…


Bilhetado por Brunorix às 19:27
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Ainda espirro da alma
E da semana tenho pouca força

Grito a quem não me ouça
Faço do alento a minha calma
Pois por muita palavra que gaste
Aquele será sempre um traste
E da vida não terá palma


Sinto verde o sabor
Que da esperança fez vitória
Que da alegria fez memória
E que da paixão fez calor

Rugi ao alento do sonho
Abracei irmandade de conho
Gracejei ironias sem dor


Fiz do febril movimento
A mudança que pautou chuva
O chão de que pisei uva

Acertei horas ao momento
Escolhi ponteiros de continência
Reflecti conceitos de inocência
Fiz da razão salvamento


E como sei que a palavra emana
Fiz da dificuldade a teia
Para chegar ao fim da semana
E não ter do texto quem leia
Bilhetado por Brunorix às 19:13

17
Abr 08
Antes de começar, é favor seleccionar a faixa 7 ali no Bilhete Sonoro do lado direito… não, não… a 7! Eu espero… já está?

Pois é, há dias assim em que do impossível se faz possível, em que do sonho se faz realidade e em que da esperança se faz vitória! Na batalha naval da segunda circular, conseguimos 5 tiros certeiros no porta-aviões. Certinho, direitinho! Depois de termos perdido um barco de 2 canos, perseguimos furiosamente a frota inimiga. Na senda do afundamento do navio principal, ainda perdemos um submarino, no entanto nada fez mossa numa noite onde os marinheiros eram todos verdes!

Não houve tempestade nem bonança, que questionasse se verde era a esperança! Muitas eram as mãos que se despediam com alegria, num adeus a 5 dedos. Este era um dos muitos malucos que por lá andava…




Na dúvida entre a doença efectiva e a paixão doentia, prevaleceu a segunda, e da mistura entre espirros e golos, se fez da noite uma glória e se fez da história uma eternidade! Mudam as marés, mudam os marinheiros, mas a cor desta noite ninguém esquecerá!

Nos anais da memória (e nos outros) fica a marca do sismo de grau 5.3 na escala de Richter,* do novo livro de Os Cinco e o cemitério das águias mortas,* do facto de voltar a escrever às 5 para as 3, do Venham mais 5* do Zeca Afonso, de beber chá (verde) das 5 e desculpem lá mas 5 muito* se não consigo parar com o regozijo! E ainda houve 6 milhões de portugueses que hoje tiveram uma 5pe (síncope) cardíaca*!

Abraços verdes para todos!




* Copyright by
Bilhetado por Brunorix às 15:10
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Acometido que fui, por uma gripose castigante pela estupidez já característica, deparei comigo na situação de confinado ao conforto do lar, mais especificamente, no sofá.

Nas várias horas que deitado passei (foram quase 3 dias), atravessei muitos momentos de cinzentude emocional, que se caracterizavam por estados febris que não permitiam concentrar os olhos o suficiente para ler, que não me deixavam dormir muito por estar desconfortável e sempre a tossir, e que por isso, me impeliram na direcção da alternativa que tinha: ver televisão!




Medo! O pânico, o horror! Passei da constipose a uma estupidificação mental, além de uma deslocação do maxilar inferior, perante a estupefacção do que os meus olhos viam. É mau demais para ser verdade, senão vejamos…

Entre as barbaridades do Alberto João Jardim, que até já recebe o “Sr. Silva”, embora chame malucos aos restantes membros do Governo Regional, a deficiência mental de Fátimas Lopes, Praças da Alegria e outros que tais, passando por Portugal no Coração e Morangos com Açúcar temporada 350, tudo merece destaque. No entanto, o Óscar do momento televisivo mais tenebroso vai para a altura em que depois de ter conseguido adormecer debaixo da saraivada de berros histéricos da Júlia Pinheiro (obrigado febre!), abro os olhos num acordar estremecido e fui confrontado com o pesadelo real de ver o Manuel Luís Goucha com um pepino e uma courgette em cada mão a anunciar qualquer coisa! Eu, na minha inocência, acho que era um livro de culinária, mas como o pânico me acometeu (não confundir com a-cu-meteu) de um impulso instintivo de mudar o canal, não tenho a certeza. Reflectindo agora sobre o personagem principal e os belos legumes que ostentava com orgulho, consigo imaginar mais uns quantos cenários bem dantescó-vegetais!

É depois destas experiências traumatizantes, que eu apelo a todos, em nome dos acamados de Portugal (em especial os que não têm TV por cabo!), por favor ajudem-nos a criar um canal novo, porque ninguém consegue melhorar (arriscaria até a dizer que piora) se só tiver os nossos canais pela frente o dia todo! Ligue já para o 53 53 53 (rede de Lisboa – valor da chamada 53 cêntimos), ou faça o seu depósito na conta 5353 535353535353 535353, e contribua para o canal do acamado! (não sei o que se passa hoje, mas o número 5-3 não pára de surgir!)


P.s. – Muito obrigado ao Blockbuster que me salvou do que podia ter sido pior!

Bilhetado por Brunorix às 13:32

14
Abr 08
Depois de um magnífico fim-de-semana de Dolce Fare Nienti, abençoado por São Laboratório que nem sei o nome, chegou a factura: uma gripalhada monumental que nem sei a quantas ando! (mas acho que ando a duas…)




A fome de sol era tanta, que nem o aviso gargantó-dorido de Sexta-feira, me fez arredar pé da piscina e das belas espreguiçadeiras. Não sei como é que se arreda um pé, mas era o que devia ter descoberto! A água da piscina aquecida, um calorzinho de chorar por mais, a facilidade de levantar o braço e pedir mais uma bebidazinha, a espetadazinha de frutas que iam oferecendo, um bom livro e saudades do Verão… tá feito! Tudo em zinhos e zinhas como pedia aquela ocasião. A única zona foi mesmo a constipação.

E por isso, este é o panorama da segunda que se segue. Ainda por cima, São Laboratório nem ajuda constipações e por castigo assim estou. Salve-se o Trockadero de MonteCarlo que assisti no Sábado à noite e que me levou às lágrimas! Os gajos(as) dançam que se fartam. Quem disse que dançar em pontas era para senhoras?! Vi umas belas patinhas 46 biqueira larga a andar de um lado para o outro como se não fosse nada com eles! Para ver e rir por mais!



P.s. - Não há inspiração no meio de tanto desconforto, mas se não passar por aqui ainda fico pior!

Bilhetado por Brunorix às 14:35

11
Abr 08
Tenho raiva da incompetência, tenho raiva das bananas que mandam, tenho raiva da incongruência, tenho raiva da apatia em que todos andam.

Tenho raiva das taxas de juro, tenho raiva dos que ganham muito e não fazem nada, tenho raiva de não saber o futuro, tenho raiva do presente que não acaba.

Tenho raiva de jogadores de futebol, tenho raiva dos círculos fechados, tenho raiva de quem é mole, tenho raiva dos mal-amados.




Tenho raiva de trabalhar para viver, tenho raiva de viver para trabalhar, tenho raiva de quem vive sem saber, tenho raiva de quem sabe e não quer usar.

Tenho raiva de quem pensa que sabe, tenho raiva de quem sabe e não pensa, tenho raiva que o tempo passe e acabe, tenho raiva de cumprir sentença.

Tenho raiva de ter raiva, tenho raiva de quem não tem, tenho raiva do Sargento Saraiva, tenho raiva de quem não me trata bem.

Tenho raiva de não ter sempre sol, tenho raiva de não viajar amanhã, tenho raiva do que a vida me engole, tenho raiva de não ter nenhum fã.

Tenho raiva…

… serei um cão?!



P.S. – Não conheço nenhum Sargento Saraiva!
Bilhetado por Brunorix às 16:52

Abril 2008
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