Escritas do fundo do mar

28
Jan 08

O dia hoje nasceu em tons de verde. O verde da alegria há muito esperada na esperança sentida de quem sofre por um resultado. Um resultado que se esperava diferente na verdade, mas que se esperançava assim mesmo no entanto. A magia deste jogo passa muito por esta incerteza que se crê certa, por esta convicção de que o que se espera nem sempre é o que se desespera!

Este sabor doce da vitória perante uma morte anunciada, perante o tão falado e previsto desencanto… que encanto! Duas flechas certeiras no coração do orgulho azul. Preciso e conciso! Que merecido este sabor, não pelo que aconteceu naqueles minutos, mas pelos outros todos já sofridos para trás, já sofridos em tantos outros maus momentos… que desalentos!

A evolução de sentimentos naquela hora e meia, não se consegue em mais nenhum lugar nem acontecimento. Iniciar com o receio, explodir de alegria, rir de estupefacção, esperançar na espera, resistir à pressão, enjoar perante o medo, palpitar ao lado do que afinal pode ser, lutar contra o tempo que cresce quanto mais decresce, enrouquecer de incentivo e finalmente… respirar fundo de certeza! Esta alegria já não pode ser tirada, veio, ficou e permanecerá! Tudo o que vier, tudo o que se disser serão pedras infundadas e não afundadas no lago da nossa tranquilidade!! Viva esta alegria! Viva este sabor! Viva o amanhecer verde em todo o lado! Na superfície e até no fundo… porque no fundo, no fundo jaz a certeza de uma paixão!

Bilhetado por Brunorix às 11:34

25
Jan 08
Uma abaixo, rolar punho, a resposta pronta, o sentir do vento na cara… Nem dá para descrever, é preciso sentir para perceber! O próprio perigo acrescido pelas evidências torna a viagem mais apetecível, a envolvência com o ambiente circundante aproxima-nos da realidade. Não há lá fora, o lá fora é aqui, agora!

Transformar cada deslocação obrigatória num sorriso de prazer só se consegue desta maneira! Com chuva, ao sol, ao vento e ao momento, não há como, não há onde… só estando sentado em cima do acontecimento. Sentir que a cada acção corresponde uma reacção. Por baixo de nós, temos a certeza próxima e imediata do binómio causa-efeito.



O prazer ultrapassa em larga escala todo e qualquer contra. Ultrapassa também as intermináveis sequências de sentimentos desesperados e exasperados de quem está lá dentro. No calor? No conforto? Que bom é o desconforto frio da minha passagem aos olhos de quem espera e demoradamente alcança. Eu sei que chego lá satisfeito!

E viajar? Chegar a todo o lado com a leveza de quem sonha. Sonhar em todo lado com a leveza de quem viaja. O prazer sobre o prazer. Se já é prazer quando é obrigatório, que dizer quando é voluntariamente planeado?! Quilómetros e quilómetros e quilómetros de vontade de fazer mais, de conhecer mais. De lá chegar e partir. Afinal… tenho uma BMW de Ida!



E na certeza de que é mesmo isto que sinto, não me canso de repetir:

"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.

Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!

Para os que não compreendem, nenhuma explicação é possível..."

Bilhetado por Brunorix às 19:46

23
Jan 08
Na continuação das memórias descritivas, assim rezava em 1994 quando tudo parecia cinzento e os brancos e pretos eram raros.

Gostar à cão é a forma mais bonita, simples e pura de um humano gostar de outro humano.

Explicando-me. Um cão gosta sempre do seu dono “no matter what”, está sempre pronto a recebê-lo de braços (leia-se patas) abertas independentemente do que o dono lhe faça. Mesmo que deixe o cão em casa sozinho quando chega é uma festa. Tudo o que o cão faz é simples, sincero, sem segundas intenções, cheio de carinho, paixão, amor pelo dono, etc. O cão não julga o seu dono. Tirando talvez a perspectiva coprofógica do cão, não deve haver nenhuma característica negativa que se lhe possa apontar (tirando o caso em que são treinados especificamente para serem “maus”). Se por exemplo se combinar com a namorada um encontro e se chega, por qualquer motivo, duas horas atrasado, há de certeza tiro e facada. Com um cão isso já não acontece, temos a mesma recepção que teríamos sem as duas horas de atraso. Além do mais, e talvez o mais espectacular, é que o cão gosta de nós para toda a vida enquanto nós temos sentimentos limitados.

Amo-te para sempre?! Quem pode ter 100% certeza disso?! Ninguém! De facto a relação com o próximo, ou próxima, deve ser a missão mais difícil e espinhosa pela qual um ser humano tem que passar durante a sua estadia na Terra. E mesmo depois de morto vai lá vai! Como diria um amigo meu: “Amor, palavra vã sem sentido!”. Sim, que significado é que tem o amor?! Andamos não sei quanto tempo a pensar que sentimos isto e aquilo e afinal chegamos à conclusão que não sentimos nada disso, antes pelo contrário, e que as certezas são como um oásis no deserto… uma miragem!

Como é possível gostar de alguém para toda a vida?! Pensa-se que se encontrou a pessoa certa e que desta é que é. Mas afinal…de um momento para o outro a quantidade de amor que tínhamos nas conchas das mãos escorre-nos entre os dedos! Como é possível que tudo o que levou tempo a construir e a solidificar se desvaneça como um castelo de cartas, como algodão doce entre a língua e o céu-da-boca, sob o olhar atento do véu palatino que o vê (o amor) desaparecer. Como é possível ficar com alguém assim?! E se todas as certezas que se têm desaparecem assim de um momento para o outro depois das pessoas afirmarem e confirmarem os seus votos de vida a dois?!

A base de tudo está na certeza de que existimos. Se não tivermos a certeza de que existimos e porque é que existimos, como é que podemos viver? Mas afinal o que é existir? É saber para onde vamos?! Ou é saber porque é que vamos?! É sentir que temos certezas?! Convicções?! Vontade própria?! Amor próprio?! Ou será deambular sem rumo na estrada da vida?! Descobrir o nosso caminho nessa estrada é talvez o maior desejo de qualquer ser humano. Sentir que se toma a decisão certa! É sempre uma alegria imensa encontrar alguém decidido e determinado, com garra pela vida. O pior é o tipo de motivações que levam alguém a ter essa força…desgostos, frustrações…? Os frutos das relações desfeitas se calhar têm dificuldade em construir relações sólidas. Quem sai aos seus não degenera. Como é possível ter a certeza que não nos vai aparecer sempre alguém de que vamos gostando mais e mais e mais alguém e ainda outro alguém, enfim, quando chegarmos à última pessoa de que vamos gostar na vida é um gostar tão grande que para sermos “enterrados” só no mar, para que o nosso gostar se espalhe pelo mundo.

À guisa de resumo, baralhanço e conclusão: gostar, gostar, só mesmo à cão!


O que me faz rir agora que olho para isto é a tranquilidade de uma certeza. Obrigado por teres apagado os cinzentos da minha vida e por colorires o meu fundo!




Bilhetado por Brunorix às 11:11

18
Jan 08
O sabor da expectativa em cada virar de página é como uma palete de cores à espera de um pincel de artista que nos transporte pela novidade de uma nova pintura. Cada parágrafo desfaz-se como algodão doce entre o toque suave da língua escrita e uma abóbada palatina repleta de aventuras. Mais e mais e mais! Cada linha, cada palavra, cada pontuação, cada pausa… e agora?! Agora não consigo parar, tenho que continuar!

Os livros têm a magia de nos fazer viajar sem sair do sofá. Viajar por vários países, por vários mundos, por várias personagens, por várias sensações. Fazem-nos rir e chorar ao mesmo tempo independentemente do nosso estado de espírito. Um livro é de facto um amigo com que se pode sempre contar e que tem tanto para nos dar! Podemos fechar a porta do mundo e deixar-nos levar pelo embalo de uma fantasia, de uma emoção, de um romance… de um enigma!

Como em tudo, podemos encontrar livros bons, maus, muito bons, excelentes, péssimos e os que nunca se esquecem e que de alguma forma nos marcam! Finalizar um desses livros é um misto de alegria e tristeza, de dever cumprido e de saudosismo, de prazer e de agonia, mas sobretudo de muita vontade de ler mais! Aqui fica uma dessas preciosidades, sem resumos, sem comentários, sem análises… apenas a certeza de uma sugestão!


Bilhetado por Brunorix às 12:22


Escritas da vida. Memórias do que se escreve ao longo desta aventura que é existir! Em 1992 rezava assim:

Não sei como é que alguma vez o dia se conseguiu casar com a noite, odeiam-se tanto!

Não se sabe bem como nem porquê, mas um dia, talvez por engano ou precipitação, dois seres muito diferentes juntaram-se e tiveram um filho. Foi a única altura em que se juntaram. A partir daí o filho nunca mais pôde estar com os dois ao mesmo tempo. De dia estava com um e de noite estava com outro.

Uma vez quase que os conseguiu juntar, era de dia e estava com o seu Pai e foi então que de repente começou a escurecer e o Pai disse que tinha que se ir embora. Quase ao mesmo tempo do outro lado o filho viu a sua Mãe atrás de uma nuvem. Foi ter com ela e disse-lhe:

- Mãe, anda para aqui que estou aqui com o Pai!

Ela parecia espreitar timidamente atrás da nuvem e quando finalmente se decidiu a ir ter com o filho já o Pai se tinha ido embora. Era de noite! Ao filho tinha-lhe parecido que a Mãe tinha esperado tanto de propósito… Por pouco o filho ia vendo o seu sonho de menino realizado, mas mais uma vez não conseguiu.

O filho tinha muito orgulho nos seus pais, apesar de terem feitios tão diferentes. O Pai era grandioso e imponente. Irradiava uma luz que até ofuscava quando se olhava nos olhos. Muito quente e compreensivo tentava sempre aproximar-se do filho brincando e conversando com ele. Já a Mãe era muito diferente. Dona de um brilho também esplendoroso era mais fria e calculista e não se deixava embalar com falinhas mansas de carinhos e ternuras. À sua maneira também ela se preocupava com o filho, mas sempre de um modo mais adulto, distante e racional, mesmo quando ele era pequenito.

O filho nunca soube com qual havia de ficar e era por isso que alternava sempre entre o dia e a noite. O Pai parecia sempre mais interessado em ficar com ele e por isso tentava irromper o mais possível pela noite dentro para ficar mais tempo com o seu filho (tinha mais sucesso no Verão!). A Mãe também queria estar com o filho mas não o demonstrava, mal o Pai começava a espreitar ela desaparecia num instante sem se despedir. Às vezes chegava mesmo a dizer ao filho:

- Se queres ter sempre o dia a escolha é tua!

Até hoje nunca lhe disse que gostava dele. Ele só achava que sim porque é normal as mães gostarem dos filhos.

O Pai apesar de pouco falador expressava muito mais os seus sentimentos ao filho e tentava por vezes tocar-lhe ao coração. Por seu lado o filho também nunca disse olhos nos olhos ao seu Pai o quanto gostava dele. É que o brilho ofuscava! Também nunca o dissera à sua Mãe com medo que ela não percebesse.

Como já devem ter percebido eu sou esse filho. Os meus pais são o Sol e a Lua, eu chamo-me Terra
!


Não são certezas, não são identificações sentidas. São degraus do nosso crescimento, que compõem a escada que hoje somos. Agora é como é, na altura foi como foi. Longe vão os tempos...
Bilhetado por Brunorix às 12:09

16
Jan 08
Ser chefe é ser mais alto! Não é ser maior
Do que os homens! Morder sem que se veja!
É ser menos digno e dar como quem seja
Rei do reino mesquinho e sem pudor!

Brunorix à Espanca(da)




Ser chefe! A pior das condições humanas! O chefe é um ser que existe para dificultar a vida aos outros. A sua visão toldada pela fobia de não exercer chefança suficiente, suprime-lhe o cérebro de oxigénio... calma! Qual cérebro?

Cenário: repartição governamental de chefículos.

- Senha 314!

- Sou eu!

- Nome?

- António do Livramento Anterior Finalmente Reconhecido dos Santos

- Grande nome!

- Estava destinado!

- Idade?

- 42 anos à espera!

- Estado civil?

- Casado e sempre a chefiar!

- Como chegou a chefe?

- Muita papa de chefança, pisadelas aqui e ali e uma lingua que dá para sapatos castanhos e pretos!

- Muito bem, assine aqui por favor. Deposite o seu cérebro nesta caixa e aqui tem a sua licença de chefe! Já pode chefiar à vontade! Exerça sem parar a sua nova condição de chefia, e nunca se esqueça: um chefe tem sempre razão. Mesmo quando não tem!

Não consigo perceber o fenómeno que se opera nas pessoas quando chegam a chefes! Será condição sine qua non que o atingir da chefatura implique transformação de personalidade?! Estou muito inclinado a pensar que sim. Que sim chefe!

Como normalmente não se nasce chefe, o que será que nos transforma? Será por nos sentirmos chefados? Que poder se apoderará de nós que nos altiva e nos estupidifca de uma maneira tão poderosa? Qualquer chefete se sente no pódio a receber a coroa de flores com a sua glândula chefóide completamente inchada!

Estava um corvo sentado num galho alto de uma árvore muito frondosa a contemplar o infinito sem fazer nada. Passa um coelho e pergunta:
- Posso ficar sentado aqui em baixo também a não fazer nada?
- Podes! Respondeu o corvo.
Nisto, passou uma raposa e comeu o coelho.
Moral da história: Para ficar sentado sem fazer nada, é preciso estar numa posição mais alta!
Bilhetado por Brunorix às 11:17

15
Jan 08


Quando vi a junção das nossas paixões
Senti calor
Senti um arrepio
Senti afogar a minha dor
Senti fugir tudo o que fugiu

Quando vi a luz tomei decisões
Senti muita vontade
Senti também certeza
Senti a tua verdade
Senti a tua beleza

Foi um sentir cheio de esperança,
Afinal, sinto como uma criança!

E quando tudo vi
Pensei que tudo tinha visto
E foi aí que percebi
Que de ti, nunca mais desisto!
Bilhetado por Brunorix às 18:05

O azul profundo, a certeza de um ambiente em que toda a envolvência nos agarrra, nos transporta. É como voar nas profundezas em direcção às nossas certezas! É bom saber que queremos estar ali e em mais lado nenhum. Cada metro de descida aumenta o sorriso que nos invade...

SORTE* (Sinal Orientação Regulador Tempo Equalizar)... A primeira respiradela no regulador provoca de imediato um sorriso de satisfação. Vou para o fundo!

Na superfície fica tudo o que não queremos levar para baixo. Stress, trabalho, problemas, preocupações e todos os esses, alhos, emas e ões que nos atormentam. Somos só nós e o mar, numa perfeita harmonia de tranquilidade e satisfação.

De muitas maneiras e feitios, em muitos sítios e situações, mergulhar é mergulhar! De dia de noite, raso e fundo, azul ou verde, destroço ou coral, sem peixe com peixe, de pés ou de cabeça, quente ou frio, com muita ou pouca gente, com corrente ou em parede, com vontade ou com muita vontade, em qualquer dia a qualquer hora em qualquer lugar do mundo ou então... num Buraco Azul!




Os Buracos Azuis são grutas submarinas, também conhecidas por cavernas verticais. Foram formados na idade do gelo quando o nível médio das águas do mar era 100-120m mais abaixo.





O Great Blue Hole é parte integrante do Lighthouse Reef System, fica aproximadamente a 100 km de Belize. Tem 400 metros de diâmetro e 145 metros de profundidade. É um local maravilhoso para mergulho.




O Buraco Azul mais fundo do mundo é o Dean´s Blue Hole e tem cerca de 200m de profundidade! Fica situado em Long Island nas Bahamas.

Se há buracos onde gostava de estar, era nestes!!


* SORTE - Mnemónica utilizada nas aulas de mergulho para ajudar a rotinar os procedimentos de uma descida bem feita.

Bilhetado por Brunorix às 11:34
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11
Jan 08
Tenho vontade de partir!

De partir e não voltar nunca ao mesmo lugar. Quero que tudo seja novo cada vez que lá chego e cada vez que lá volto. Não, esperem, não é preciso... afinal nunca lá irei voltar.

Este Bilhete serve para viagens que se podem fazer ou não. Serve para sonhos que se realizam ou não. Serve para desabafos abafados. Serve para tudo o que servir, na certeza de que o principal objectivo é não ter objectivo nenhum. Serve para os gritos contidos e para as contenções gritadas; para os pensamentos mudos e para as falas que não se ouvem; para as vozes caladas e para calar a voz... enfim, serve para tudo o que não couber em mais lado nenhum!

(...)
Sempre tive vontade de escrever um livro. Não sei bem como nem porquê, mas sempre achei fascinante a idéia de que alguém poderia ter prazer a ler algo escrito por mim. No mínimo o mesmo prazer que eu tenho a ler as coisas escritas pelos outros. Se além disso conseguisse “agarrá-los” ao livro, seria a cereja no topo do bolo! O problema é que não tenho nenhum tema em especial sobre o qual gostasse de escrever. Apenas gostava de publicar um livro! Nem queria ganhar dinheiro com ele, era apenas pelo prazer de o publicar! Talvez um policial romanceado com um suspense de humor. Eu acho que o mais difícil é publicar o primeiro, os outros surgem com naturalidade. Eu sinto as ideias a voar na minha cabeça, a dificuldade é apanhá-las de forma a que se perceba alguma coisa. Assim que eu aprender a dominá-las (as ideias!) tudo flui com facilidade. Eu acredito que para se ser escritor (sobretudo um dos bons) é preciso algo que nasce dentro da pessoa, mas também acredito que grande parte do talento pode ser trabalhado. Quantas pessoas é que se predispôem a sentar em frente a uma folha de papel e escrever o que lhes vai na alma?! Há um potencial escritor em cada um de nós. A arte está em descobrir essa potencialidade

Não sei se a vontade de escrever tem a ver com alguma necessidade de gritar aos ouvidos do mundo ou se é apenas para fazer algo que me tire da vulgaridade da vida. Isto de andar sempre em fila uns atrás dos outros também cansa, embora possa ser até mais fácil porque exige menos esforço, às vezes apetece-me “mijar fora do penico”. Se não fizermos algo que nos demarque dos demais acho que não damos grande sentido ou utilidade à nossa passagem pela face da terra!

Quantos pensamentos deitaremos fora por dia?! Se cada vez que nos ocorresse algo isso ficasse registado, quando fossemos fazer a compilação (por ex. com que é que queres fazer amor? – Com pila São!) dessas ideias tinhamos de certeza material para um livro! Talvez registe a patente de um depósito de ideias! A pessoa comprava um depositozinho de bolso (custaria aí uns 25€) e cada vez que tivesse um pensamento guardava-o lá dentro. Depois tinha duas opções: ou comprava um descarregador de pensamentos (mais 100€) ou mandava para a minha empresa de pensamentos para ser descarregado (35€ cada descarregamento). No caso de comprar o seu próprio descarregador tinha que comprar também um conversor (75€) pois no depósito de bolso as ideias estavem em formato IP (Ideias Próprias) e tinham que ser convertidas em IEPT (Ideias Entendidas Por Todos) para que pudessem ser lidas em http (hipótese de transformar textos primários). Claro que de dois em dois meses existiria actualização de hardware (depósitos de bolso e conversores) e de software para leitura das diversas linguagens, nomeadamente a mais difícil: ECC (Erros Comó Caraças). Pelo menos assim podia contribuir para que existissem mais livros no mundo e para que eu tivesse um negociozito. Acho que é este o modelo base que rege o mundo da informática! (...)


Aqui vai-se falar de tudo e de mais alguma coisa, sendo que as tónicas das águas serão sempre ginridas por mim! Este espaço é uma verdadeira democracia à portuguesa, isto é, existe muita liberdade de expressão controlada. É um verdadeiro museion (alto lugar de memória), onde se podem encontrar ideias iguais a todas as outras, com a grande diferença que estas são minhas!

Afinal, para que é que servirá o nosso espaço se não for para sermos nós mesmos?? Assim será, assim serei!

Bem vindos!!


"Há 3 espécies de homens: os vivos, os mortos, e os que andam no mar!"
Platão 427-346 AC

"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota. Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária! Para os que não compreendem, nenhuma explicação é possível..."
Não faço ideia, mas foi em DC concerteza!
Bilhetado por Brunorix às 16:27

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