Escritas do fundo do mar

09
Out 08

Já não sei se é do corpo, da cabeça ou de qualquer outro mal que eu padeça. Mas estou cansado e enjoado das fases que não acabam e das injustiças que se amarram. Soltem-me! Deixem-me adoecer num canto e recuperar!

Já não sei se é do corpo, se da cabeça. Mas da desilusão primeiro que me esqueça… Revolvem-se-me as entranhas da apatia, num sinal que de todo não queria e numa esperança que aos poucos é fugidia.

Já não sei se é do corpo, se da cabeça. Mas este desconforto, que ninguém o mereça. A sensação de mal estar em todo o lado, ao mesmo tempo perdido e achado. Numa névoa de vontade, que me leva para longe a verdade e a certeza de que o que não espera é a idade!

Já não sei se é do corpo, se da cabeça. Mas estou doente, e isso é mesmo coisa que de dia me aborreça e à noite me deixe quente. Mas à moléstia digo presente e à modéstia sou descontente, num escárnio que me ofereça.

Já não sei se é do corpo, se da cabeça…
Bilhetado por Brunorix às 18:44

Se da injustiça surge a desilusão e desta a esperança dissoluta, então é porque existe verdade onde se supõe existir doença... e a verdade não é doença quando abre as portas do descontentamento, rumo a outras paragens.

Força!
Iris_Esfenoidal a 10 de Outubro de 2008 às 05:28

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